quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Poema VI ~ Fui amladiçoda, Estou Apaixonada!



Raios! O que é isto ?
Não Acredito.
Fui amaldiçoada, estou apaixonada!


Logo eu que sou Anti
Anti-mundo, Anti - tudo
Logo eu que sou do contra!

O amor é para os idiotas,
Para os tapados e desleixados
Bem, eu não tapada nem desleixada
Limito-me a ser desinteresada

O amor é para os lamechas,
eu cá não sou dessas.
Não me meto nessas conversas!
Porquê, partilhar o meu "eu"
Com o "ele" dele, se tudo tem um fim ?
Ninguém me contou, eu assim o previ.

Por isso, tu .. Sim oh tu!
Que me arrombas-te o coração,
Que me afastas-te do pensar e da razão

Fizes-te o proibido, despertas-te em mim o AMOR
Essa aberração, vinda da ficção.

Cuidado! Que estou apaixonada
Atenção, que venho armada.
Presenteio-te com esta granada,
esta bomba chamada coração

Os segundos foram activados
Vai ser uma explosão!
Vou arrebatar-te com a minha paixão!


Poema V ~ Sera um acto de Amor ou um acto de Estupidez ?



Sera um acto de amor ou ser um acto de estupidez ?
Correr por esta chuva, apenas para ter ver
Atravessar a queda de lágrimas
de vários amores chorados
Sim, daqueles amores acabados.

As lágrimas cobriam o chão, cobriam tudo
Cada passo meu, era um passo molhado
Era difícil avançar sem me molhar
Sem sentir nos ombros o peso
dos amores chorados
Sim, aqueles amores acabados.

Era como se me quisessem reter, impedir
de com o incerto coincidir.
Mas o sentimento era mais forte que a razão
Avançava não pelo movimento dos meus pés,
mas pelo batimento acelerado do meu coração

Oh maré, inundação, cheia!
Estou a afogar-me no desespero do teu amor,
Estou a afogar-me por não te ver
mas principalmente por não saber nadar.

Já engoli muita agua; provei o amargo
de um coração partido
O salgado de uma desilusão
e o agri-doce de uma separação
Desses amores chorados
Sim, aqueles amores acabados

Não importa se me estou a afogar
Não importa se estou em perigo
Porque tu sabes nadar
E AGORA estou contigo

Apareceu o sol, fez-se luz no céu do azul derramado
Nasceu um arco-íris, sobre os amores chorados
Sim , aqueles amores acabados

Amote

sábado, 2 de outubro de 2010

Capítulo 4 - Apenas o meu final feliz ~ Tada de atashi no shiauwasen saigo

Capítulo 4 ~ Não podes estar sempre a fugir!


Aproximava-se o intervalo da hora do almoço e mesmo antes do toque já havia vários alunos no pátio. A turma do 11º de artes aguardava o toque.
- Yui vai ali à janela ver uma coisa – diz Maria.
- O quê? – resmunga Yui, aproximando-se da janela.
- Então gostas-te da surpresa? – pergunta Maria sorridente – Depois não digas que não sou tua amiga.
- Ah… pois – debruça-se sobre o parapeito – ele já nem olha para mim.
Dito isto Yui levanta-se e vira-se de costas para a janela. A surpresa era o rapaz mistério dos lábios carnudos.

Mais tarde nesse mesmo dia, já na aula de matemática a professora entregava a correcção dos testes.
- HÉÉÉÉ!1 – diz Yui espantada – Um 8, um freaking 8, nandja coré2!
- Yui olha o barulho! – alerta Maria – para a próxima fazes melhor.
- Urusé3 pessoa de 14 pontos! – diz num tom ameaçador.
- Eu já te disse para parares com os estudos na véspera do teste – aconselha Maria, pois não era a 1º vez.
Yui indignada vira a cabeça para o lado e repara em Rui que tinha acabado de receber o teste e regressava ao seu lugar.
- Rui, tiveste quanto?
- 5 Pontos – diz triste, acertando com o teste na cabeça.
- Vá, vá, não fiques assim! Também tive nega – tenta animar – Temos de sorrir e seguir em frente!
- HAI! – responde Rui mais animado. Yui plantara uma semente de esperança nele.
- Nada disso! – Maria revoltava-se interrompendo o momento – Voçês sempre dizem isso, mas vejam, sorrir e seguir em frente nunca vos levou a lado nenhum, a não ser ao fracasso!
Yui e rui não dizem nada, ficam apenas confusos a olhar para Maria.
- Maria não sejas tão dura com eles – diz Shouji, tocando no ombro esquerdo de Maria ( Shouji e Rui Sentavam-se na carteira seguinte).
- Não me toques Shouji – olha para trás robóticamente – Estes dois têm de estudar mais e sorri menos. Eu sou a Delegada de turma, eu sento-me ao lado deles. Porque é que eu tenho boas notas e eles não? Não achas que as pessoas vão começar a falar? Tudo isso conta, como é que achas que vai afectar a minha nota no relacionamento com os outros!
- Mas isso só vale 5%.
- São esses 5% que no futuro vão definir se eu mando nas pessoas ou se as pessoas manda em mim – diz Maria com um sorriso quase malicioso.
- Crazy … - diz Jun revira voltando os olhos.
Maria olha furtivamente em direcção à última carteira da fila.
- Jun, posso não ser tão boa como tu a inglês. Mas sei quando estou a ser ofendida – diz semi-cerrando os olhos.
Entretanto, aparece a D.Sora, trazia consigo comunicados. Por vezes anunciavam expulsões, castigos ou até avisos de concursos de poesia na biblioteca, mas hoje era algo novo.
- Bora lá malta! Quem é que quer participar comigo para associação de estudantes? – pergunta Shouji entusiasmado.
Já se encontravam fora da sala, agora no intervalo.
- Passo – diz Jun.
- Duplo passe – recusa também Rui.
- Maria? – pergunta jun esperançoso – por favor! Não és tu que queres mandar nas pessoas no futuro? Era uma óptima chance para treinares.
- Tentador… mas não . Já me chega ser delegada.
- Também não contes comigo Shouji, não me quero inscrever pela mesma razão do ano passado.
- Que seria? … - interrompe Jun.
- Soa muito trabalhoso.
- Isso não é surpresa nenhuma, vindo de ti.
Todos concordam com Jun, acenando com a cabeça.
- Mas olha, ouvir dizer que o Takumi quer entrar, tenta falar com ele – consola Maria.
- Sim , vou fazer isso – responde.



Poucas semanas depois na escola secundaria de Ouran, haviam panfletos e posters espalhados por tudo o que era canto. Postes, janelas, portas e até o próprio chão do ensino onde dormiam profundamente peganhentas pastilhas de sabor sortido, era preenchido. As listas a concorrer para o cargo eram 2 : as listas A e Z. A competição era feroz e intensa, tudo isto num contexto saudável e educacional.
- Omg! Aquele ali não é um membro da lista Z a arrancar os panfletos da lista A ?! – diz Yui surpresa.
- Pois é ! – ri-se Maya, ligeiramente incomodada.
- Bem a competição só lhes pode ter subido à cabeça!
- Também acho. Ontem estava eu muito contente a dirigir-me para a casa de banho, quando aparecem 2 membros da lista A e Z a tentar convencer-me do seu voto. Que por acaso eram giros – lembra-se Maya com um sorriso nos lábios – Os dois gajos a disputarem por mim, para aceitar os seus panfletos; Até que um deles diz "Vá boneca, não sejsa difícil, dou-te uma rebuçado" e depois o outra da lista A "Eu dou-te um pacote inteirinho de doces".
- Looool que gays! – ria-se Yui- e tu, que fizeste?
- Peguei nas duas ofertas e bazei. Deixei-os com as suas mentiras imprensas por escrito e bazei MUAH AH AH.
Riram-se as duas.
- Esta competição não só despertou o pior nos alunos, como também os uniu – observa Yui.
- Ai uniu?
- Ya tipo, se reparares, a lista Z é só os gajos populares da escola. Essa gente que gosta muito de formar grupinhos nos intervalos fora da escola; Fazem um círculo tipo os índios e criam fumo com os cigarros – critica num tom antipático. Tanto Yui como Maya, eram totalmente anti-tabaco.
- Lol ya, tens razão, vão dar uso à sua popularidade – concorda Maya – a lista A também tem membros populares, mas acho que está a levar isto mais asério.
- Sim també… Oh shit! Está ali o Shouji! Vamos voltar para trás, que ele ainda nos pede ajuda para colocar os panfletos.
Yui pega no braço de Maya e dão meia volta apressadas, mas ao virar no sentido contrário Yui vê que na sua direcção vinha o rapaz dos lábios carnudos e amigos. Invadida pelo sentimento da indecisão, estava encurralada; Por um lado não queria ajudar ninguém gratuitamente, mas muito menos ter de enfrentar o rapaz mistério. Passo a passo ele aproximava-se. Passo a passo diminuía-se a distância entre eles. A cada menos 1 centímetro de caminhada, mais nervosa ficava Yui.
- Yui! Mesmo a tempo, ajuda-me a distribuir isto diz Shouji dirigindo-se a ela.
- Ah! Sim… claro – o seu dilema tinha chegado ao fim. Iria trabalhar, mas o motivo era válido – que queres que …
- Fogo deixa de ser assim Yui! – Interrompe Shouji
- Mas eu já disse que sim!
- Ah pois foi… normalmente resiste mais.
- Yui tu não podes estar sempre a fugir dele sabes – diz Maya discretamente para Yui.
Yui ignora Maya e vira-lhe costas com a intenção de ir falar com Shouji.
- Ah sim, Shouji… a Maya também quer ajudar – ao dizer isto repara que o rapaz mistério em vez de seguir sempre em frente, desce pelas escadas e corta caminho. Ficou incrédula, pois tinha a certeza que ele vinha na sua direcção, nem sequer tinha reparado nas escadas. Olha para Maya e depois para Shouji, arrependendo-se da sua oferta de ajuda. Quando volta a olhar novamente para Maya, já ela estava no fundo do pátio.
- Não podes estar sempre a fugir! – grita maya do fundo.
Com Maya afastar-se cada vez mais, vê-se obrigada a ajudar Shouji.


Fuck it all, Fuck this life, fuck everything that you stand for, don’t relay, don’t exist, don’t give a shit, don’t ever judge me and don’t you fucking touch me3. Eram um quarto para a meia-noite e Yui estava a ouvir musica no computador, olhando para o tecto de boca aberta. Ela estava aborrecida. De repente ouve a porta do quarto abrir-se, era a sua mãe.
- Yui baixa o som, já viste que horas são? Já é tarde.
- Como é que consegues viver com esses barulhos? – Pergunta preocupada – Não admira que sejas uma desconcentrada.
- Shizuka, isso não tem nada a haver – desde pequena que chama os pais pelo nome próprio. Shizuka e o pai de Yui tentaram ensinar-lhe a chama-los de "mama" e "papa", mas a pequena Yui nunca cedeu. Talvez se tivessem usado doces a experiência teria corrido melhor.
- Não durmas tarde – diz, fechando a porta.
Aumenta ligeiramente o som da música e volta a olhar para o tecto, de boca fechada desta vez.
Repara depois que a luz cor de laranja do MSN piscava, alguém falava com ela. Era Maya.
- Yui, boas notícias! Concerto de Metal este fim-de-semana, mesmo ao lado da minha casa no jardim municipal!
- OMG! QUE FIXE!
- EU SEI! Jantas cá, vamos ao concerto e depois dormes cá! – Enquanto que todos os seus amigos moravam em Novua, Yui morava na localidade a seguir, Ouran, onde se situava a escola secundaria. Distância de meia hora a pé ou 5 minutos de autocarro.
- Ok, ok, vou falar com a minha mãe.
- Depois convida o pessoal.
- Hai!
Yui estava radiante, mal podia esperar. Iria ser o seu primeiro concerto de Metal, ainda por cima grátis. Sem hesitar abriu várias janelas de conversação e espalhou a grande notícia, até deu uma espreitadela ao calendário para contar os dias que faltavam até ao fim de semana. Foi aí que se apercebeu, do “ não sei o quê “ que vinha “ não sei de onde” que estava a incomoda-la à vários segundos. Algo estava errado, o facto de se realizar um concerto grátis a poucos dias daquela noite, soava demasiado bem. Demasiado bem que até se tornava suspeito. Seria mesmo grátis? Não teria Yui adormecido e sonhado um sonho tão real, que ao acordar lançou boatos na Net? Ela tinha de confirmar o suposto sucedido, fez duplo clique sobre o correio electrónico de Maya e começou a teclar.



1.HÉÉÉ ~ O QUÊÊÊÊ!
2.Nandja Coré ~ O que é isto!
3.Referênçia a uma musica dos Slipknot.