sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Talvez, quem sabe, e então.. bem adeus.


E então, finalmente nos encontramos
o último presumo.
A distânçia não se deve ao tempo, nem ao espaço,
mas ao coicidir de passos.

E então, tu viste-me, e eu vi-te a ti
O que presenciei foram vultos da memória que algum dia tivera.
O que tu viste em mim, foi uma armadura de ferro, sem espada ou armas
Sorrindo, por de trás do capacete, um riso receoso.

E então falamos, e então " rimo-nos"
Talvez tenhas sido tu, a única a tal
Pois a forma moldada nos meus lábios, não era o RIR por definição.
E então falamos, e então "rimo-nos"
Desprende-se o penso de (uma das) feridas esqueçidas
Quanta leveza, simpatia e serenidade no teu tom,
Quem sabe a única a debater-se em tristeza, tenha sido eu
Quem sabe, não terias tu, já a armadura posta.

E então fez-se tarde, e então despedimo-nos.
Foi pedido, " Vai dando notíçias"
E foi retribuido um " sorriso".
Talvez, quem sabe, e então.. bem adeus.

Raios partam 18 anos!

O resto da minha vida será um verão eterno,
senão me for dada a oportunidade,
senão encontrar a porta do Outono.

Não quero passar tardes de sol na praia
com os pés enterrados na areia,
pois ela pode tornar-se movediça.

Não quero passar tardes de sol na praia
a nadar e fluturar no mar,
porque posso me afogar.

" Ah, se eu soubesse..."
O tempo que perdi a observar o céu, dando forma e nomes às nuvens
Teria esculpido o amanhã.

" Ah, se eu pudesse voltar atrás no tempo..."
Sinto constatemente a brisa do mar, vou fechar as janela
e esperar que alguem me abra a porta.

Ah... - suspiro.
Raios partam 18 anos!

terça-feira, 2 de agosto de 2011