sexta-feira, 20 de setembro de 2013

Love is not about destiny, it's about timming.

Not sure if love is about destiny, but it's about timming. 
I'm always late for classes, most of the time my rice burns and i don't like to walk fast. 
Being late is one of my charms, but i always get to the destination.


One of these days it will rain, i'll be forced to run. Instead of passing though each other, will collide.

So brace youself, for winter is coming.

sexta-feira, 3 de maio de 2013

Labirinto com "Entrance" e sem "Exit"


I

A visita de estudo esta tão interessante que resolvi começar a escrever. 

Não é só a aparência do guia que nos marca, com os seus óculos redondos, que lembram o Harry Potter; Também as suas palavras, as longas frases de resposta que perduram, que fazem eco no museu por explorar. A professora fez uma pergunta de 30 segundos e o guia respondeu com uma equação ainda por solucionar. O eco continua.

Desculpa Ronna, não, não estou a desenhar.

II

O guia encontra a homologia, poesia visual e a aliteração na obra. O meu estômago encontra a fome, os meus olhos pesados as horas de sono perdidas e o meu pensamento mais um razão para viajar. Para o passado, para o futuro, fugindo do presente.

Olho para a  minha esquerda, agora vazia. Há quem tenha ultrapassado o aborrecimento, a impaciência e seguido os seus instintos. Dito um "Até já" ao guia e um "Olá" à curiosidade,  pela obra seguinte.
E eu continuamente verifico o meu telemóvel. Em busca  de minutos passados, em busca de ti. Em busca de salvação. E tu não respondes, e as horas não passam.

III

Eu sou uma princesa. Sou a Rapunzel. Excepto que não tenho longos cabelos sem fim, tenho um volumoso afro de pontas encaracoladas. E não me encontro presa numa grande torre. Estou num labirinto com "Entrance" e sem "Exit", onde o eco perdura.

VI

Gostei muito da trilha sonora desta último video. Mesmo antes de entrar na sala a melodia já me seduzia. Meio doce, meio sinistra, e misteriosa por inteiro.
Outro som manifesta-se também. Distinto e familiar marca a sua presença agressivamente, relembra-me que há uma vazio por preencher. É o rugido da fome.

V

ECO, ECO, ECO, ECO, ECO, ECO, ECO, ECO, ECO, ECO, ECO, ECO, ECO, ECO, ECOOoooo ...

VI

E no final, eu não sou a Rapunzel. Houve um cavalo, mas nunca um cavaleiro. Não sou uma princesa. E tu, pelos vistos um sapo.
Para uma enorme torre existe uma enorme escada. E para um longo labirinto  há sempre um início e um fim. O letreiro verde nunca esteve tão perto.
Todas as somas, multiplicações e divisões foram efectuadas, a equação foi resolvida. 
O Eco terminou.

E a salvação? Essa tinha o sabor de sandes de chourição, batatas -fritas camponesas e Um Bongo laranja.



quinta-feira, 7 de março de 2013

Sóbria de ti


Olhar vago.
Entre o intervalo de pensar em nada, penso em ti.
Dizem que velhos hábitos demoram a passar.
Penso e arrependo-me.
Penso e revolto-me.

O ponteiro marca um tique,
 e o coração um batimento acelerado.
O ponteiro arrasta um toque,
e os meus pés imóveis hesitam.
Hesitantemente, sem hesitar, hesito.

Mas já houve um momento...
Entre o intervalo de pensar em nada, pensei em mim.
Já houve um breve segundo...
Breve como a insanidade de estar sóbria de ti.


quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Ela pensou, enquanto ele pensava

Ela_



Depressa, depressa, tenho de andar depressa. Estúpida rua longa e estreita, e estúpido chão feito de mil pedras com mais anos e mais história que um sem abrigo. Magoei o dedo maior do pé, porque é que vim de chinelos sequer? Antes chulé que caminhar magoada.
 Tenho de me despachar, já só tenho 5 minutos. Depressa, depressa, tenho de andar depressa.
Estava mesmo determinada a atravessar a rua, concentrada na saída daquele caminho sem fim, nem sequer reparei nele.. até suspirar o meu nome... brincadeira, até... chamar por mim. Estava sentado no chão a desenhar. Trocamos algumas palavras e disse-lhe que tinha de correr, ele acenou. E de facto corri, agarrei o meu peito com o braço, metaforicamente falando prendi o que me prendia a mim, por um segundo fui pena a pairar no ar, senti-me leve. Que tola eu.
Faltava  um minuto, a senhora parecia torcer o nariz, mas serviu-me na mesma bacalhau á brás, então presumo que cheguei a tempo, sem jantar já não fico. 
Pousei o tabuleiro e despedi-me gentilmente da senhora. 

Enquanto fazia o caminho de volta, questionava-me se ele ainda estaria ali a desenhar, já se fazia tarde, já se fazia escuro. Olhei  para o meu reflexo no vidro de um carro, os meus dentes estavam decentes e o hálito de peixe desaparecera com a pastilha de menta, era seguro continuar.
Cheguei á rua longa e estreita, e a mesma entrada pela qual queria tanto sair, custava-me agora a atravessar. Será que ele ainda lá esta? E se estiver o que vou fazer? E se fizer o que é que.. não espera perdi o raciocínio... Hoje o meu signo dizia que me iria sentir corajosa, então fiz um acto corajoso. Respirei o suspense dos filmes de terror, e... e lá estava ele sentado no chão a desenhar. Aproximei-me e falamos. Ele sentado e eu em pé, até que decidi juntar-me e encostar-me também a parede. Estranho.. ele não olhou para as minhas mamas, nem sequer um relance para o meu decote. Intrigante e suspeito ao mesmo tempo, não sei se passou o teste gay. Com que então és um bom menino? Eles existem? Gajo decente? Ou simplesmente gay... parece me razoável a última.

Uma das desvantagens de raciocinar cada fracção do momento, é ficar presa no tempo e deixar o corpo no espaço, livre. Agora reparo que estou muito perto dele, a nossa distância é de um palmo... de um dar de mãos tímido. Tem os olhos tão grandes e castanhos, são enormes. Redondos como a lua, uma lua castanha, uma lua de chocolate. Olhos que me enfrentam, e miram á espera de uma resposta, resposta que demoro a dar, porque estou presa no tempo. Estou ocupada a analisar cada movimento, cada piscar de olhos, cada roçar de lábios. O simbolismo de cada palavra. E quem demora 3 segundos a responder de volta é retardado, o que faz de mim ligeiramente retardada então. Quando na verdade o meu único "crime" é ser observadora, demasiado.




Ele_


Ok, cinco páginas feitas, só mais duas e já está!! Poderei voltar para casa e escapar  a este tédio. O meu rabo poderá apreciar o fofo e confortável do meu colchão e mais importante de tudo, irei comer! Sou bom a desenhar, porque é que não nasci com boa memória também? Porque é que deixei as chaves e o telemóvel em casa? Diz me pai, porque é que saí a ti? 
A minha única salvação é ás 20h, quando o meu colega de quarto chegar do trabalho.

Ás vezes gostava que as pessoas fossem estátuas, para poder apanhar-lhes o traço. Movem-se tão depressa, tão ocupadas, concentradas no seu próprio mundo sem ter noção do mundo á sua volta. Ao redor está o mal, existem ladrões, existem sequestradores ou existem estudantes universitários da escola de artes a tentar captar a sua essência numa folha de papel. Pessoas como eu, mas de novo, elas movem-se tão depressa. O perfeito exemplo disso é esta rapariga apressada, sem noção da minha presença. 
Chinelos, nesta calçada? Corajosa. Tentei representa-la num esboço rápido, ficou sem olhos e com mãos sem dedos, mas havia um detalhe que tinha de ficar perfeito. Seria B ? Não, de maneira alguma, toda aquela elevação, só pode ser um 38C! Ela quase que corre, isso proporcionaria o movimento perfeito ao desenho.
Ela parou para ver as horas, consegui ver-lhe melhor o rosto. Eu conheço-a. Chamei por ela e parou. Trocamos algumas palavras, ela disse que tinha de correr, então acenei. E de facto eu tinha razão, o movimento ficou perfeito no esboço.


Já passou algum tempo, e já passou muita gente, mas nenhuma que queira desenhar, mesmo estando a uma folha de ir jantar. Será que ela ainda passará por aqui? Já é tarde, aposto que o meu colega já chegou e ocupou o sofá com a sua lasanha congelada. E deixei de sentir o meu rabo a já algum tempo. Ela já não volta. 
E justamente quando estava prestes a levantar-me, vi um sombra  indecisa, num conflito entre avançar ou recuar. A sombra desapareceu e apareceu ela. Aproximou-se e falamos. Nunca pensei que um 38C visto de baixo, seria tão majestoso. Isso senta-te ao meu lado, deixa-me contempla-las mais de perto. Uau, ela é tão bonita, é a primeira vez que de facto estamos tão próximos. Gostos dos seus olhos, tão rasgados e sedutores, e do seu sorriso. Definitivamente do sorriso. Parece um sol incandescente, cega-me ao ponto de não conseguir desviar-me, é impossível olhar do pescoço para baixo. Ela não tem a noção que simplesmente me seduz.
Pergunto-me se estarei a ser uma companhia aborrecida, ela olha para mim, mas vejo-a a divagar no olhar, distante. Parece meio nervosa, atrapalhada na sua resposta. Bem a razão não sou eu de certeza.
Mas não importa, já me esqueci que tinha fome e já sei o que desenhar na minha ultima folha.

segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

Dezembro Gelado

Beijo vazio, beijo de memórias.
Doce melodia, de um ritmo profundo.
Não vás... Deixa-me mergulhar uma vez mais no que já fomos
Aquece-me com a tua ternura,
Guia-me com o teu sorriso.

Está tanto nevoeiro...
É um Dezembro tão gelado,
É um Dezembro tão só.

Peco-te, que não me deixes ir... estando eu longe.
Quem me dera, que tudo fosse ainda um embrulho bonito com fita a condizer.
Que todas as luzes cintilassem, sem nenhuma lâmpada fundida.
Que não houvessem pegadas na neve... que eu estivesse perto.

Está tanto nevoeiro...
É um Dezembro tão gelado,
É um Dezembro desconhecido.

sábado, 22 de dezembro de 2012

‎"There's no such thing as love. It's fantasy"

Y - Because life's just a dream anyways

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

S, inspiras-te-me


Ser inalcançavel pode ser uma maldição. Não tens de pertencer a ninguém. Encontra quem  te complete, sejam uma bola de Ying Yang. E sim há sempre algo que nos escapa, ou que não queremos ver, que é exactamente o que estás a fazer. Não te encostes a esse canto escuro , a observar a sociedade de  longe. Como suposto bom samaritano, um herói nascido nas sombras. Como o Batman, precisas de encontrar o teu Robin, a tua parceira. Agir a solo pode ser mais rápido, mas um dueto é sempre mais divertido. Permite memórias que a solidão nega. 

Percebe que o que te faz falta, o que te enfraquece e te tornará maior é o amor. Amor é o  poder para combater e tornar o mundo num sítio melhor.

Então vou dar-te um conselho, aliás vou amaldiçoar-te. Espero que o amor te atingia como um comboio, que nunca pare de se mover! Que te abane, faça o teu mundo virar de pernas para  o ar. Que te deixe desesperado, em pânico, sem fuga!! E quando nada mais fizer sentido a única saída, o único caminho sano será aceitar e abraçar esse sentimento desconhecido!
Sim a vida é um jogo, e o amor mais uma armadilha por azar do dado. É apenas uma brincadeira, mas tu escolhes a  seriedade com que a enfrentas.