segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

Dezembro Gelado

Beijo vazio, beijo de memórias.
Doce melodia, de um ritmo profundo.
Não vás... Deixa-me mergulhar uma vez mais no que já fomos
Aquece-me com a tua ternura,
Guia-me com o teu sorriso.

Está tanto nevoeiro...
É um Dezembro tão gelado,
É um Dezembro tão só.

Peco-te, que não me deixes ir... estando eu longe.
Quem me dera, que tudo fosse ainda um embrulho bonito com fita a condizer.
Que todas as luzes cintilassem, sem nenhuma lâmpada fundida.
Que não houvessem pegadas na neve... que eu estivesse perto.

Está tanto nevoeiro...
É um Dezembro tão gelado,
É um Dezembro desconhecido.

sábado, 22 de dezembro de 2012

‎"There's no such thing as love. It's fantasy"

Y - Because life's just a dream anyways

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

S, inspiras-te-me


Ser inalcançavel pode ser uma maldição. Não tens de pertencer a ninguém. Encontra quem  te complete, sejam uma bola de Ying Yang. E sim há sempre algo que nos escapa, ou que não queremos ver, que é exactamente o que estás a fazer. Não te encostes a esse canto escuro , a observar a sociedade de  longe. Como suposto bom samaritano, um herói nascido nas sombras. Como o Batman, precisas de encontrar o teu Robin, a tua parceira. Agir a solo pode ser mais rápido, mas um dueto é sempre mais divertido. Permite memórias que a solidão nega. 

Percebe que o que te faz falta, o que te enfraquece e te tornará maior é o amor. Amor é o  poder para combater e tornar o mundo num sítio melhor.

Então vou dar-te um conselho, aliás vou amaldiçoar-te. Espero que o amor te atingia como um comboio, que nunca pare de se mover! Que te abane, faça o teu mundo virar de pernas para  o ar. Que te deixe desesperado, em pânico, sem fuga!! E quando nada mais fizer sentido a única saída, o único caminho sano será aceitar e abraçar esse sentimento desconhecido!
Sim a vida é um jogo, e o amor mais uma armadilha por azar do dado. É apenas uma brincadeira, mas tu escolhes a  seriedade com que a enfrentas.

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

O tempo tudo não leva. Podes sentir-te uma pena a pairar na inocência, mas o teu acto permanece. Quando os nossos olhares cruzarem-se os ombros voltaram a pesar-te.
#Indirecta

domingo, 26 de agosto de 2012

Nem sequer um relance para o meu decote, intrigante e suspeito


Depressa, depressa, tenho de andar depressa. Estúpida rua longa e estreita, e estúpido chão feito de mil pedras com mais anos e mais história que um sem abrigo. Magoei o dedo maior do pé, porque é que vim de chinelos sequer? Antes chulé que caminhar magoada.
 Tenho de me despachar, já só tenho 5 minutos. Depressa, depressa, tenho de andar depressa
Estava mesmo determinada a atravessar a rua, concentrada na saída daquele caminho sem fim, nem sequer reparei nele.. até suspirar o meu nome .. brincadeira, até ... chamar por mim. Estava sentado no chão a desenhar. Trocamos algumas palavras e disse-lhe que tinha de correr, ele acenou. E de facto corri, agarrei  as minhas mamas com o braço, metaforicamente falando prendi o que me prendia a mim, por um segundo fui pena a pairar no ar, senti-me leve.. que tola eu.
Faltava  um minuto, a senhora parecia torcer o nariz, mas serviu-me na mesma bacalhau á brás, então presumo que cheguei a tempo, sem jantar já não fico. Pousei o tabuleiro e despedi-me gentilmente da senhora. Enquanto fazia o caminho de volta, questionava-me se ele ainda estaria ali a desenhar, já se fazia tarde, já se fazia escuro. Olhei  para o meu reflexo no vidro de um carro, os meus dentes estavam decentes e o hálito de peixe desaparecera com a pastilha de menta, era seguro continuar.
Cheguei á rua longa e estreita, e a mesma entrada pela qual queria tanto sair, custava-me agora a atravessar. Será que ele ainda lá esta? E se estiver o que vou fazer? E se fizer o que.. não espera perdi raciocínio... Hoje o meu signo dizia que me iria sentir corajosa, então fiz um acto corajoso. Respirei o suspense dos filmes de terror, e... e lá estava ele sentado no chão a desenhar. Aproximei-me e falamos. Ele sentado e eu em pé, até que decidi juntar-me e encostar-me também a parede. Estranho.. ele não olhou para as minhas mamas, nem sequer um relance para o meu decote, intrigante e suspeito ao mesmo tempo, não sei se passou o teste gay. Com que então és um bom menino? Eles existem? Gajo decente? Ou simplesmente gay... parece me razoável a ultima.
Uma das desvantagens de raciocinar cada fracção do momento, é ficar presa no tempo e deixar o corpo no espaço, livre... Agora reparo que estou muito perto dele, a nossa distância é de um palmo... de um dar de mãos tímido. Tem os olhos tão grandes e castanhos, são enormes, são redondos como a lua, uma lua castanha, uma lua de chocolate. Olhos que me enfrentam, e miram á espera de uma resposta, resposta que demoro a dar, porque estou presa no tempo, estou ocupada a analisar cada movimento, cada piscar de olhos, cada roçar de lábios, o simbolismo de cada palavra. E quem demora 3 segundos a responder de volta é retardo, o que faz de mim ligeiramente retardada então, quando na verdade o meu único "crime" é ser observadora, demasiado.

domingo, 15 de julho de 2012

A preguiça é como a pastilha ou o chocolate

esquecido no fundo da mala... simplesmente

não descola. E no final do dia arrependes-te

por não teres feito algo em relação a isso 


mais cedo.. aff

Yara Neves

terça-feira, 10 de julho de 2012

Eterno fantasma





 Eterno fantasma... não te vejo, mas estás aqui
( Abri a janela)
Muita poeira paira no ar, cai como os flocos numa bola de neve
Inspiração intensa, sopro suave
Os raios de sol reflectem o arco-íris em ti, esquecida fada de cristal
Vejo-te agora de outro prisma de outra perspectiva, de facto consigo ver através de ti.
Abri a janela, mas ainda não me sinto livre
Eterno fantasma... não te consigo tocar, mas será que te alcancei ?

quarta-feira, 6 de junho de 2012

Ás vezes dizer - lhe a verdade, só o(a) fará caminhar em direcção a uma mentira ainda maior.
By: Yara Neves

sábado, 17 de março de 2012

Não sabes?

Consegues ouvir?
O grito mudo que o silencio ruidoso omite
Certo .. não consegues.
Mas consegues sentir? Ansiedade, o eu perdida, o arrependimento em cada sílaba

Juventude tola e livre, baila insolentemente
Não sabes?
Que o caminho é numa só direcção
Que voltar atrás e repisar o mesmo passo, simplesmente o torna maior
um buraco de desespero
Não sabes?
Que o caminho é numa só direcção, sempre em frente ...


segunda-feira, 12 de março de 2012

Concentrada no que vale a pena e faz sentido, não na ilusão da escuridão da noite.

Valsa entre o sol e a lua

Amedrontada, sem nada a temer. Este vazio tem de ser preenchido, é preciso invadir a escuridão com brechas de luz. Ainda existe a lâmpada para continuar o traço, que a valsa entre o sol e a lua impediram.

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

As pessoas simplesmente plantam.

  • Ai ai. Aff. Engraçado como as pessoas simplesmente plantam flores, sobre o caminho de merda. Dizem que estão a construir um novo caminho, acompanhados apenas dos novos ventos que sopram. Esquecendo que a dita inocênçia não é assim tão pura, que o caminho sem flores é o dano que elas causaram, a terra que nao regaram. Porque pode estar no teu passado, mas no presente real do outrem. All i got to say > Bitch please!

Two of us can play that game

  • Two of us can play that game. So you've closed your eyes, and kept your hands on your back, like your hidding something. My eyes are quite open, i only let my guard down to breath, and my hands hold a shinnig blade. Guess what, two of us can that game :3

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

madrugada de janeiro

Nem sempre o que desejas
é o que queres,
principalmente quando é momentâneo,
quando é despropíçio.

Aqui estou eu, na universidade da vida.
Aprendendo e esqueçendo,
mas há lições que preduram
que o vento traz de volta... faz eco.

Aqui estou eu, querendo mais
com a garantia de ter menos.

As luzes nem sempre são a direcção,
apenas a escolha errada, que nos ilumina,
e faz nos sentir grandiosos.

Hoje a luz foi apenas um incomodo para a visão
Vi o que não sou, nem quero ser,
vi o que é e não devia ser.

Confronto o reflexo da madrugada de Janeiro.
E não reconheço, nem sei o que é .
Sorriso perdido, olhos cansados ..
Não tarda amanhece, mas o pior de haver um amanhã,
é porque existiu um ontem .

2# Vê-lo quase engasgar-se quase compensou a demora

Aqui estou eu na casa de banho, em frente ao espelho focada na minha cara à procura de borbulhas para exterminar, mas felizmente desapareceram todas ontem, excellent timing. Sentei-me à mesa e esperei por ele como me pediu, mas a mesa já não era apenas nossa, havia outras cadeiras ocupadas, maior parte pessoas conhecidas dele, raios o partam por ser tão sociável. Desenrolam-se conversas de circunstânçia, longas conversas, conversas de quem não têm alguém á sua espera do outro lado da mesa, de quem tem o tempo do mundo. Lancei-lhe olhares de impaciência, de morte, eu não tinha o tempo do mundo. E quando o limite de paciência estoirou, fiz-lhe um ultimato , " Tens 1 minuto " e acho que ele o levou a sério ou que pelo menos tentou embora não tenha cumprido o objectivo, vê-lo quase engasgar-se compensou a demora. Já estávamos levantados, preparados para sair, quando entra pela porta um rapariga, outra conhecida dele e inevitavelmente desenrola-se outra conversa de circunstânçia e é por essa mesma razão que eu estou agora na casa de banho à procura de borbulhas que não tenho para fazer desaparecer. A conversa foi para além de um " Olá, tudo bem?", e talvez ele já se tivesse esquecido, mas eu tinha uma aula para onde ir, um teste para copiar, por isso vagarosamente afastei-me, não sei se ele notou ou não. Saio da casa de banho e volto para o refeitório, mas só la ficou a conhecida, não há sinal de nenhum casaco vermelho, de nenhum idiota que quase se engasgou a comer. Não acredito que me tenha feito esperar, e que não espere por mim, simplesmente inacreditável... Espero, agora, neste momento de incompreensão e fúria que ele comece a coxiar pelas ruas e que chegue atrasado às aulas, porque segundo me disse, a professora de hoje é daquelas que nao admite atrasos. Idiota.
O telefone toca, é ele. Semicerro os olhos indignada e depois atendo. A minha primeira intenção é mesmo ofênde-lo e depois reclamar, mas ele adianta-se a mim, não me insulta, mas reclama num tom aborrecido, a sua respiração estava diferente do normal, acelarada, como a de alguém que está a correr. Agora tenho apenas três pensamentos em mente : afinal ele notou que eu me afastei; refaço o meu desejo para que ele volte a andar normalmente outra vez e descobri algo sobre ele. Correria por mim..
Fui ao seu encontro, ele disse que nos encontraríamos pelo caminho. Chego e vejo-o sentado num banco, ainda consigo ouvir a respiração alterada, que tenta disfarçar. Pergunto-me quão longe terá ele ido á minha procura e quão longe terá ele voltado para me reencontrar. Idiota. Ele questiona se eu sei a definição de esperar, e eu questiono-lhe de volta se ele sabe o que significa não chegar atrasada ás aulas para poder copiar no fundo da sala. Nenhum de nós responde às perguntas feitas, apenas olhamos um para o outro, ele com cara de parvo e eu com uma expressão sarcástica. Começamos a caminhar então, eu à frente e ele atrás, sem trocar uma palavra, mas ele não aguentou, quebrou o gelo. Contou uma de entre as milhares piadas que deve ter preparado para " akward moments", comentou o tempo, gozou com a professora com quem ia ter aulas e claro gozou comigo. Já estávamos "normais" um com o outro, o sucedido do refeitório, tinha ficado no refeitório, de facto. No entanto, a nossa caminha juntos estava prestes a chegar ao fim, um pouco mais à frente, eu teria de virar à esquerda e ele a direita. E nós chegamos a essa encruzilhada. - Vem por aqui, faz me companhia, e depois segues pelos portões do fundo - ele pede. E eu aceito, com a condição de ser escoltada até à saída. À medida que nos aproximávamos da sala onde ele iria ter aulas, a conversa ia ficando meio, estranha, tudo o que eu dizia, ele arrastava, arrastava a conversa, o assunto, a própria resposta. E isso piorou quando avistamos o portão dos fundos, porque eu tive de abrandar os passos para que ele pudesse terminar de falar, e foi aí que percebi. Haviam apenas duas opções : ou ele era péssimo a criar a conversas ou estava a prepositar aquela demora, para poder ter a minha presença. Eu queria esfregar-lhe isso na cara, gozar com ele por não saber manter uma conversa, porque embora ele não o admita, existe uma personagem nele, tendências de "player" que eu detesto. E porque não, ferir-lhe o orgulho? Mas já estávamos muito perto do portão, oportunidades , não hão de faltar. Disse-lhe adeus, ele pareceu-me hesitante, como se quisesse dizer algo mais, mas se calhar foi impressão minha, porque disse-me um adeus de volta. Atravessei o portão e virei á esquerda, mas não pude avançar muito mais que uns meros passos, porque algo impedia-me de continuar, algo como um idiota de casaco vermelho que me segurava a mão. - Estavas com ciumes daquela rapariga, foi por isso que desapareces-te? - fitava-me os olhos preserverante. - Não - respondo semicerrando os olhos. - Tens a certeza? . - Sim, eu não tenho motivos para isso. - Então para a próxima vou ter de te dar motivos para isso. - Boa sorte, give me your best shot, lover boy. Ele faz a pose de um même face e diz - Challenge accpeted. Desaparece depois por detrás do portão.

É um facto que tenho algum prazer em insultar as pessoas, mas no caso dele tenho razão, é idiota. Ainda sinto a mão dele na minha... okeeeeey... estou a ter arrepios... FOCUS, a mão dele estava fria, é normal. E mesmo que tivesse ciúmes, não é como se fosse admitir.

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Friends can't be lovers.

Á distância, consegui sentir a tua antipatia por mim, o teu mau humor . Aproximei-me e apenas confirmou-se a minha premonição. Então fomos, e caminhamos e caminhamos. O teu sorriso invertido ameaça o possível dinamismo entre nós, fazes com que ele fale apenas contigo e que eu apenas fale com ele. Chegamos e continuas o mesmo, desse modo, nessa indiferença, máscara que usas especialmente para mim, só para mim..
É então que abanamos as mãos, e ele sai de cena, somos só nos os dois a contracenar agora, aliás só tu, eu nunca pisei o palco, sou uma mera espectadora da tua idiotíçe.
Refazemos o caminho pelo qual voltamos. A noite já caiu, e o frio preenche as ruas vazias. Só tu e eu sobre a calçada de pedra, cada qual num extremo, separados. No entanto a longa calçada, começa a ficar estreita e embora não nos toquemos, as nossa sombras coincidem, mas eu não o permito. Caminha tu e mais tu, envolto nessa indiferença por mim sozinho. Finges um gesto e olhas para trás para confirmar minha presença. Agora isso a mim, também é indiferente.
Nunca te esqueças, que desde o princípio, eu sempre fui eu e que quando acabar, também serei a mesma. Tu é que mudas-te.

Friends can't be lovers.


domingo, 15 de janeiro de 2012