sexta-feira, 30 de julho de 2010

Em busca da felicidade numa terra desconheçida

Esta história, este conto, foi criado na aula de português, a professora pediu.nos que fizessemos uma historia do qual o título era " em busca da felicidade", seguindo os seguintes parâmetros :


4 personagens cujos os nomes seriam Alice, Clara, Alberto e Miguel; Texto na 1º pessoa do singular e uma viagem para o destino. O mínímo de palavras eram 300.

Depois de muito pensar, cozinhei isto ! xD








As férias de verão tinham chegado, as aulas por fim acabadas.Era Verão, um longo e quente verão.Sentia-me livre. E ao dizer livre, referia-me ao facto de não ter de acordar às oito da manhã; de ver anime até ao nascer e por do sol; dormir pela tarde dentro…O paraíso, acho que não estava muito longe deste.
Mas como diz o ditado tudo o que é bom não dura para sempre, pois logo agora que os dias escaldantes de verão começam, o ar - condicionado deixa de funcionar. Era terrível, porque pior do que não ver anime, era ver anime e morrer de calor.
-Que engraçado – pensei. Mas não, não tinha piada, estava a ser sarcástica.
O que também era engraçado e que continuava a ser sarcasmo -bem, acho que sou uma pessoa sarcástica – era a volta para casa da tia Salomé, e da sua filha Cátia. Eu e Cátia dávamo-nos bem, ambas gostávamos de anime, e era suposto ficarmos acordadas até ao nascer-do-sol. Aquilo deixou-me triste, definitivamente inesperado. Sim Cátia, adeus. Sim Cátia espero que nos voltemos a ver no próximo verão. Sim Cátia, volta para a tua casa com ar-condicionado e deixa-me aqui na m inha sem ar-condicionado, que não mais funciona, que não mais solta leves chapadas de brisa que me levam a pensar "está muito calor, mas eu sei que não vou derreter".

Passaram – se dias, e mais dias.
De vez em quando ía á praia e outras vezes era visitada por Alice, Miguel e Alberto.
-O Sérgio é tão giro - disse Alice.
-Deixa a coelha em paz - retorqui eu.
-Mas ela é tão fofinha! – Afirmou Alice.
-Quem raios é que chama uma coelha de Sérgio, quando está mais que explicito que esta é do sexo feminino? - disse Alberto confuso e um pouco revoltado.
-Pois realmente – apoiou Miguel.
-E quem raios é que se chama Alberto? – Disse eu irritada. Odeio sentir que estou a ser atacada pessoalmente. Sou impulsiva.
Alberto ficara amuado.
-Tem calma, Miss agressividade2009 – defendeu Miguel.
-Vai passear Miguel! – disse eu ainda irritada.
-Só se vieres comigo! – Retorquiu Miguel. Desde sempre teve a mania de ser um garanhão.
-Desculpa Alberto, eu não queria ter dito aquilo.
Queria pois! Quem raios é que se chama a Alberto? Embora meu amigo, sinceramente odeio o nome.
-Tudo bem, agora já te percebo um pouco.
-Que queres dizer?
-A tua falta de bom censo explica as tuas notas a Português – Alberto nunca se deixava ficar para trás, queria sempre ter a última palavra. A forma como falava, os óculos que usava e o nome horrível que tinha, davam-lhe um ar de totó, mas de totó não tinha nada. Era mais esperto que nós três juntos.
-Que piada – desta vez sem sarcasmo, mas não o iria admitir.
-Não ligues Berto, a Clara está rabugenta porque está calor e não há ar - condicionado - disse Alice. Alice simpática e bonita estava loucamente apaixonada por Alberto. Já namoravam à 2 anos.Eu não acredito que as pessoas fiquem para todo o sempre juntas, e por isso esta relação douradora é mais outra que vai acabar, mas bem, sou amiga e a verdade por vezes pode ser silenciosa.
- A culpa é dela, mas não a posso culpar - Miguel adorava implicar comigo – nós jovens a viver este verão intenso e não sentir a brisa artificial é trágico.
- Verão intenso? Trágico? Andas-te a ler? – Miguel não era melhor aluno que eu a Português.
-Sim, por acaso a caminho da tua casa vi dois posters. Um que promovia uma festa numa discoteca, e outro o desaparecimento de dois cães – embora um falhanço a português, sempre fora um rapaz engraçado e alegre, acho.
-O que é trágico, é a infeliz coincidência de todos nós não termos ar - condicionado. – Disse Alberto com um copo de sumo na mão. Se bem subornadas as suas "depressões" como vinham, também iam.

Mas quem raios é que em dias escaldantes de verão se moveria da sua casa para ir ter conversas da chacha com outros? Os meus amigos, porquê?
A resposta era simples, havia um grande carvalho em frente á varanda do meu quarto. Sentia um certo amor -ódio para com a árvore, pois impedira-me de ver os rapazes do do bairro a jogar futebol, mas a grande árvore da sombra - era a assim que eu a chamava - completara a amissão que o ar - condicionado deixara para trás, livrar-nos da maldição que era o calor do verão.

Passaram se dias, e mais dias. Ó grande árvore da sombra, como te adoro.
Infelizmente a grande árvore da sombra fora cortada. Vizinhos, seres grotescos e horríveis.
O carvalho estava aqui para um bem comum, dar sombra e frescura aqueles que não tinham ar - condicionado, representava a esperança, a esperança de que a humanidade não tinha de depender da tecnologia, a natureza, essa, também estava aqui para nós. “Não conseguimos secar a roupa “, disseram eles. Desculpas, não passam de desculpas.

Passaram-se dias e mais dias.
-Tive uma ideia! – exclamou Alberto, enquanto chapinhávamos no mar. Estávamos na praia.
- Fogo! O que foi? Assustaste me – disse Miguel aparentemente exaltado.
-Assustei-te? Eu estive sempre aqui… ao teu lado.
-A quem não lide bem com surpresas vindas do nada – disse Miguel novamente aparentemente atrapalhado.
-Ui tão sensível a menina! – Era a minha oportunidade de gozar com o garanhão másculo.
- Cala-te ó “ eu dou nomes masculinos á minha coelha do sexo feminino” – defendeu-se Miguel.
-Sou do contra, algum problema? – Disse eu confrontadora e impulsiva como sempre.
-Vá lá acabem com isso, que estavas a dizer Berto- disse Alice.
-Estas férias de verão estão a ser muito tristes. Primeiro somos amaldiçoados com a infeliz incidência de não ter ar -condicionado e depois cortam a grande árvore da sombra que nos prevenia sombra – Alberto estava entusiasmado.
- Apoiado! Apoiado! – Apoiamos os 3, interrompendo.
- E agora olhem para nos, quase que obrigados a sair de casa por causa do calor e refrescarmo-nos na praia, como animais racionais que não têm ar - condicionado ou cuja arvore foi cortada. Eu digo basta! As minhas férias de verão serão memoráveis! – Alberto sentia-se no auge. Alice contara me mais tarde que Alberto na noite anterior tinha visto toda a primeira temporada da série Sr.ª Presidente e adormecera a ler um policial.
-Apoiado! Apoiado! – Interrompemos novamente.
- Eu sugiro que não nos deixemos ficar. Por este distrito fora há mais arvores e ar - condicionados, não choraremos sobre a as folhas derramadas ou sobre a máquina estragada. – Alberto sentia-se no auge e mais um pouco.
-Traduzindo, estás a ser irresponsável e queres que andemos por aí a ver arvores e ar -condicionados – disse eu de forma clara.
-Correcção, estou a sugerir que sejamos todos irresponsáveis andemos por aí a ver arvores e ar -condicionados – repetiu Alberto, não fazendo suar nada melhor.
-Estou tão entusiasmada! - disse Alice entusiasmada.
-Mas como é que vamos? – Perguntou Miguel intrigado.
-Alguma vez te perguntas te até onde e levaria o passe? – disse Alberto esbugalhando os olhos.
-Uma terminal? -perguntou Alice.
-Exacto. Mas nunca fomos mesmo a esse sítio, o que haverá lá? – a cada frase complexa, Alberto entusiasmava se ainda mais.
- Outra terminal? – Pensou alto Miguel.
-Sim, sim, partimos esta tarde, vamos á procura da felicidade numa terra desconhecida.

Estava decidido, aparentemente com o bilhete para a felicidade, o passe, paragens por onde nunca havíamos passado era o destino.
Optamos por levar coisas de acampamento, o básico, comida, comida e ah! O Miguel levou ao Mp4…

Continua??






O texto que se deveria ter ficado por 300 palavras desenvolveu.se em 1.256 palavras ^---^
Muahhaha 8D

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