sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Capítulo 3 - Apenas o meu final feliz ~ Tada de atashi no shiauwasen saigo



Capítulo 3 ~ Troca de olhares



BIBIBI BII BII. Yui desliga o alarme, vira-se e olha para o tecto. Por vezes a 1ª coisa que fazia era pensar. Lembrar-se de um sonho, o que iria fazer a seguir, coisas do género. Hoje lembrou-se do rapaz da mala preta, dos lábios carnudos e do chapéu de motivo jamaicano.
- Que coincidência, chocarmos um contra o outro duas vezes seguidas – pensava já acordada - quer dizer … eu é que choquei contra ele.
Yui riu-se. Mas nada mudava o facto de chegar atrasada às aulas. No 9º ano, a senhora Shizuka, mãe de Yui, recebeu em casa uma carta onde constavam 56 faltas de atrasos, mas ainda dentro dos parâmetros legais e contando com a boa vontade dos professores, não foi o suficiente para chumba-la.

A 1ª a aula do dia era desenho. O trabalho designado era desenhar cabelos, dominar o traço linear, conseguir volume e textura através das variações de espessura da linha.
A cobaia de Yui era Maria.
- Raios … isto não está sair bem – Yui não se sentia confiante em relação ao trabalho que estava fazer.
Este ano tinham uma nova professora, o antigo professor do 10º ano fora transferido para uma escola básica onde leccionava educação visual, e o mais irónico é que o homem afirmava detestar dar aulas a crianças. Infantilidade e falta de empenho, tais coisas não era capaz de suportar, tratando Yui e a turma como alunos universitários. Dizia que 2 ou 3 alunos estavam com o nariz fora de agua, e o resto a afogar-se. Yui teve 10, afogou-se.
- Yui não estás a fazer nada … Vá fica quieta, vou desenhar-te – disse shouji.
Ela aceita. A sua auto-estima a desenho era quase nula, até já tinha pensado em mudar de curso, mas não o fez. Mudar de área, mudar de amigos, ela não conseguiu. Yui não queria ficar sozinha. Sozinha outra vez não.

- Que seca! Não se faz nada – lamuria Yui.
O toque de saída, já se tinha pronunciado, era a hora do intervalo. A turma de Yui, o 11º A de artes, encontrava-se abancada em frente à entrada do bloco do bar. Não havia lugares para sentar, então Yui encostou-se a uma coluna.
Havia muito barulho, movimentação. Pessoas a ir para cima, para baixo, a subir e descer escadas . Foi nesse ambiente ruidoso que Yui ouviu às seguintes palavras, "Quem? Aquela rapariga de calças vermelhas".
- Eu estou de calças vermelhas … - pensa semi virando-se para trás.
Foi então que Yui viu o rapaz dos lábios carnudos. Ele estava ali, a poucos metros dela, rodeado por rapazes. Estava a falar com Neji – um dos colegas de Yui que chumbou.
- Queres conhecê-la – pergunta Neiji.
Yui não conseguia ouvir a voz do rapaz dos lábios carnudos, mas ao espreitar conseguiu vê-lo a fazer gestos de hesitação e vergonha.
- És um fucking loser – afirmava Neiji.
Yui apressou-se a ir contar o que tinha acabado de ouvir a Maria.
- Ai é, queria conhecer-te? – pergunta Maria desconfiada – e desde quando é que o Neiji fala inglês lol, chumbou e tudo.
- Estou a falar a serio. Eu juro-te que ouvi – insistia Yui.
- Quer dizer … tu sempre tiveste imaginação fértil e és estranha ..
- Cala-te, estou a falar a sério! – interrompe - e Fuck é uma palavra universalmente conhecida – diz indignada.

A próxima aula era de Educação Física, então dirigiram-se para o Pavilhão Desportivo.
- Fogo! Não, não, não fiquei mal, apaga já isso! – reclamava Maria. Yui e Maria estavam sentadas sobre a calçada de pedra a tirar fotos. Criar recordações é bonito.
- Oh fixe … Agora sai eu de olhos fechados – lamentava Yui. Estavam a ter dificuldades em tirar fotos "bonitas".
De repente Yui olha para trás e repara que o rapaz dos lábios carnudos se aproximava. Estava a dar voltas com um colega.



Esta é a Maria.


- Maria, olha, olha era este o rapaz que te falei! – Diz entusiasmada, mas ao mesmo tempo discreta.
O rapaz aproximava-se cada vez mais. Yui tira o olhar envergonhada e olha para o chão.
O rapaz passa-lhes ao lado.
- É fofinho – diz Maria.
- Olhou para mim? – diz esperançosa.
- Sim estava a olhar bué … se calhar esta mesmo interessado.
Yui cora.

Os blocos da escola eram numerados de A a G. O 11º A de artes iria ter aulas no D.
- Larga-me! Larga-me! – dizia Yui.
- Não , não largo nada – responde Jun.
Yui estava a ser puxada pelas correntes que trazia no lado direito das calças. Jun puxava-a pelas escadas acima, e só pretendia larga-la quando chegassem à sala.
- Opá … Larga-me! – fingia choramingar.
- Para de fazer barulho. É para o teu bem!
- Como é que ser puxada pelas escadas acima, pode ser para o meu bem ?
- Sabes bem que se te largar, chegas atrasada – diz num tom responsável.
Não conseguindo libertar-se, olha para trás numa procura de ajuda. É então que avista D.Sora e começa a fazer-lhe olhinhos de cachorinho numa tentativa de auxílio.
- D.Sora mande-o parar – suplicava.
- Para de fazer barulho bandida! – responde indiferente.
Sora era a funcionaria do bloco D, mas Yui via mais do que uma funcionaria, via um contacto. Ela tinha uma teoria, se sorrisse sempre e fosse bem educada, mais tarde poderiam florir vantagens a seu favor. Na portaria ( entrada da escola ), no bloco D, no refeitório e no ASE eram onde Yui tinha contactos de maior afinidade.
Sem sucesso na resistência, desiste e deixa-se puxar escadaria acima, quando repara que estava alguém do lado de fora da bloco, parado a olhar.
- Estás a olhar para onde palhaço! Já tocou, estás atrasado … Tu é que devias ser puxado escadaria acima! – pensa revoltada.
O rapaz continuava ali parado a olhar. Não fazia sentido, Yui decide olhar com mais atenção e reconheço-o.
- What? Why? Porquê é que ele está a olhar para aqui? – pensa.
Num instante os seus olhares encontram-se. O rapaz que estava do lado de fora do bloco, sem se mover , era o rapaz dos lábios carnudos e fitava Yui sem hesitar. Ela fica nervosa, envergonhada, sem saber o que fazer. Bada BUM, bada BUM, o sei coração batia cada vez mais rápido.
- Jun, puxa-me mais depressa, vamos chegar atrasados! –Yui desvia o olhar, não conseguia manter aquele contacto visual por muito mais tempo.
Segundos depois quando volta a olhar para trás, ele já não estava lá . Forma-se um sorriso triste na sua cara , ma depois cai em si.
- HÉÉÉÉ!1 KOWOI2! – admirou-se com a rapidez com que desapareceu.

Meio feliz, meio triste Yui, deixa-se desaparecer na escadaria com Jun.

Hééé1 - O Queeeê!?

Kowoi 2 - Que medo !

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Little Stacy


Little Stacy is sick of this shitty world and of it shitty people. Little Stacy is tired of being different and everybody being the same. Little Stacy is tired of being misunderstood and of misunderstanding. She hates this world, She hates everybody, but specially she hates him.

Little Stacy just wants to fall asleep and survive another day of being alive.



sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Capitulo 2 - Apenas o meu final feliz ~ Tada de atashi no shiauwasen saigo

Capítulo 2 ~ Travessia do Rio Nilo


Completava-se quase uma semana de aulas.
Yui dava voltas na escola com a sua melhor amiga Maya. Tornaram-se amigas no básico quando Yui mudou de escola e transferiu-se para o 6ºE. Embora já não fossem da mesma turma, pois Yui escolheu Artes e Maya Ciências da Tecnologia, já lá vão7 anos de amizade.
Ambas combinaram trazer saia nesse dia. Maya vestia uma saia de padrão axadrezado vermelho, uma T-shirt preta e usava colans de renda preta, calçando All Stars, já Yui vestia uma t-shirt preta com a frase “ Metal inside”1 estampado; a saia era também axadrezada mas em tons cinzentos e rosa, usando colans de renda rosa choque sobre colans pretos, calçando ténis cinzentos de skater e claro, presos à saia estavam os suspensórios preferidos de Yui, aos quadrados rosa e preto. Eram Metaleiras/ Punk/ Rockeiras de alma, das poucas que existiam naquela escola.
- Então, tens colegas novos na turma? – pergunta Maya.
- Sim, havias de ver meu! Cambada de idosos – disse Yui revoltada – Acreditas que já é a 3º vez que estão a repetir matemática?
- Omg, que burros! – alegou Maya num sorriso trocista.
- Eu devia devolver-lhes as bengalas e obriga-los a sentar numa cadeira de rodas, presa por vários balões. Tipo no filme “ UP “, a casinha do velhinho. And make them fly away2! … Bwuahahah – termina o seu plano diabólico, com um riso maquiavélico.
Maya ri-se.
- E depois fazias tiro ao alvo aos balões – Maya completava o plano diabólico – Eles despenhavam e dava-se uma grande explosão de fogo de artifícios!
Riram-se as duas.
- Eles partiram-me o coração, acabaram num fracção de segundo com as minhas ilusões criadas no verão … Sabes, há coisas que não se fazem … - Yui fingia representar, dando um dramatismo desnecessário à sua frase.
Riram-se outra vez.
A conversa desenvolveu. Falaram de como a escola tinha sido dominada por uma onde de crianças com cabelo à surfista, de como as meninas ainda agora saídas do 9º ano andavam de saltos – o que haveria sido feito dos ténis? - e o pior de tudo, de como gradualmente, aluno, a aluno estas “ crianças do nono ano”, como dizia Yui, não conseguiam resistir à pressão feita, pela sociedade, manterem-se fiéis a princípios , valores e não fumar.




No dia seguinte, na aula de português após o toque para o intervalo, Yui apressa-se a sair da sala para que consiga chegar rapidamente ao bar da escola, e não apanhar fila. No mesmo bloco que o bar situavam-se: a papelaria, o refeitório e o ASE. Chegando ao bloco, logo á entrada Yui depara-se com um grande dilema, ir pelo caminho mais comprido ou ir pelo caminho mais curto? Optar pelo caminho mais curto seria a opção mais óbvia a tomar, mas havia um pequeno problema. A distância entre a entrada do bloco e a entrada do bar era curta e no meio desse mesmo pequeno espaço, estava pousado uma grande e larga – cujos bonecos em campo estavam enferrujados – mesa de matraquilhos.
- What the fuck?! - disse Yui abrindo os olhos – isto não estava cá no ano passado!
- Pois não, trouxeram este ano – diz um conhecido de Yui.
Cumprimentam-se, e o conhecido continua a sua vida.
- What?! A escola está a tentar ocupar espaço ou impressionar as crianças do 10º ano – pensa Yui revoltada – quando eu estava no 10º não havia nada grande que fizesses barulho. Porque é que a escola não nos impressiona a nós ?!
O sentimento de injustiça fervilhava em Yui. “ As crianças do 9º ano” amontoavam-se em volta da mesa de matraquilhos – o que dificultava a passagem para o bar, visto o espaço já ser pequeno - Uns assistiam, outros jogavam. De olhos a brilhar e emoções à flor da pele, ali estavam eles, cada vez que era feita marcado um golo faziam barulho, sem marcação faziam barulhos. Eles eram barulhentos.
- Parem de chegar e ocupar espaço, suas crianças não obesas! – pensa, pondo a mão na cabeça frustrada.
Os segundos voavam, mas havia uma solução, escolher o caminho mais comprido. Yui apenas teria de passar pela papelaria, pelo refeitório, pelo ASE e chegando ao bar teria de andar mais uns passos para chegar à fila. Era simples e não estava preenchida por alunos, havia espaço suficiente para uma circulação saudável e não atribulada.
- Ok, whatever, eu vou por aqui – Yui começa a mover-se – com licença! Dá um jeitinho! Deixa passar.
Foi pelo caminho mais curto. Porque haveria ela de ir pelo caminho mais comprido, se num outro percurso o bar estava a passos de distância. Yui era alta, media 1.75 e na sua mente acreditava fortemente que intimidava as pessoas – os mais baixos e as crianças. Tinha também um truque na manga, uma técnica ao qual intitulava como “ O Matrix”. Desenvolveu-o à muito tempo, meados de 7º, 8º ano. Um belo dia, Yui acompanhada por Maya passeava pela escola, e é então que repara num rapaz que vinha correr na direcção dela. Foi como se conseguisse ler através daquela pessoa, ele não iria parar. Havia duas hipóteses: sair do caminho e deixa-lo continuar ou então, sim, ou então desviar-se! Afinal porque é que teria de ser ela a sair da frente? O rapaz poderia muito bem abrandar, ou ainda mudar de faixa. Mas ele não o fez.
O sentimento de injustiça fervilhava em Yui. Então sem arrependimentos, apenas boas memórias, Yui desviou-se. A meros milímetros de chocar com o rapaz, cair, bater com a cabeça no chão e ter um traumatismo craniano, Yui desviou-se. Num rápido movimento giratório, Yui desviou-se.
Olha para Maya com um sorriso rasgado e inocente, com um olhar vitorioso de quem correu a maratona contra o mundo e venceu. Maya devolve-lhe o sorriso e …
- AAAAAAAAAAAAAAAAAUU! – grita Yui – porque é que me deste esse carolo ??
- Baaaaka! – responde Maya, elevando a sobrancelha.
Yui nessa altura ainda não sabia, pois era jovem e inocente, mas sofria de SCMA: Síndrome do Contra e Minimal art. Resumia-se nos seguintes comportamentos, ser do contra e fazer o mínimo possível na vida.

Para a esquerda, para direita, rodopio, braço para cima, Yui avança com confiança por entre a multidão e chega finalmente ao bar. A fila era enorme, de maneira alguma conseguiria comprar, comer e chegar a tempo às aulas.
- Não faz mal … Não me arrependo de nada – desabafa consigo mesma, olhando para o chão e cerrando os punhos. Acto digno de um herói, admitir a sua derrota e ter bom desportivismo.
Regressa para a entrada do bar. Para e encara a multidão de frente uma ultima vez. Dá um passo.
- Esta gente é como o rio Nilo, longa e sem fim – pensa – atravessei-o uma vez e vou FAZÊ-LO DE NOVO!
Coragem, empenho e determinação comprimidos numa só alma.
A travessia estava a correr bem até que …
- Desculpa, desculpa – olha para cima. Chocou contra um rapaz.
O rapaz era alto. Não fez caso ao encontrão, olhou para Yui e continuou a ir na direcção do bar. Estava acompanhado por uma rapariga. Apenas 3 coisas despertaram a sua atenção no rapaz. A sua mala de lado preta, com figuras do género Lego verdes da marca Gola – visto ser alto, observou-o de baixo para cima; os seus grandes lábios carnudos e o seu chapéu preto com 3 barras na horizontal, das cores: verde, vermelho e amarelo. Estava associado à Jamaica. Vestia-o ao contrário.
Yui não olhou duas vezes, não parou, não olhou para trás e independentemente dos seus esforços chegou atrasada à sala.
No dia seguinte, no mesmo intervalo, com a mesma intenção, a mesma intensidade demográfica amontoava-se em volta da mesa de matraquilhos. Yui abrange então o matrix sobre a população, chega ao bar e tem a mesma decepção do dia anterior. Atravessa o “ rio Nilo” com o mesmo heroísmo e choca de novo contra o mesmo rapaz. Desta vez sozinho.
Yui reconheceu-o por causa da mala de motivos verdes e pelos lábios carnudos, hoje não usava chapéu. Desta vez os seus olhares cruzam. Desta vez mutuamente fixam os seus rostos. Mais uma vez a aventureira Yui lamenta o incidente e ele apenas faz uma cara amigável, de como quem não se importou. Cada um seguiu o seu caminho, e desta vez Yui olhou para trás.
- Damn! Nice ass! – pensou.
Quando Yui virou costas, o rapaz também se virou para trás, para mira-la.



Metal inside1 ~ Metal no interior
And make them fly away2 ~ E fazê-los voar para longe






quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Apenas o meu final feliz ~ Tada de atashi no shiauwasen saigo

Capítulo 1 ~ Acorda Yui!
AVISO~ Esta historia tem influênçia dos desenhos animados nipónicos. Otakus, os fans de anime deverão perceber u.u . Qualquer dúvida é só perguntar ^w^




As férias de verão tinham chegado ao seu fim. Yui Koizumi, uma rapariga adolescente de 16 anos, preparava-se para um novo ano lectivo. O tão aguardado dia era amanhã, como tal enfiava na mochila, livros, cadernos, o estojo, chaves de casa. Tudo o necessário para o dia de amanha, pois não fosse ela atrasar-se logo no primeiro dia de aulas.
- Bah, já arrumei a mala - disse yui entediada, dirigindo-se para a cama.
- MOOOooOOo … Espero que os novos colegas sejam bons, hé hé! – diz esperançosa e com uma cara perversa – Este ano com certeza, vou arranjar um namorado! – fecha as mãos num acto de confiança e o empenho é tanto que os seus olhos começam a brilhar.
Yui começa a rebolar de um lado para o outro na cama, a imaginar os quão bons seriam os seus novos colegas.
- Kyyyaaaaaa!! - fantasiava envergonhada.
Eventualmente acabou por adormecer. Descoberta e de boca aberta, a babar, dormia que nem um anjo, tendo sonhos merecedores de censura.

Bii bii bii bi. Era o alarme do telemóvel que marcava 7 horas, que marcava o início das aulas.
Yui arrasta o telemóvel que estava debaixo da almofada, e desliga o alarme.
- 7 Horas já ? – reclama – Só mais 5 minutos … - murmurou enquanto adormecia.
Para a jovem estudante eram 5 longos minutos, quando na verdade já se tinham passado rapidamente 30 minutos. Yui acordada sobressaltada.
- Yabai 1! Tenho de ir para a escola!
Salta da cama, dirige-se à casa de banho, volta para o quarto onde fica 10 minutos em frente ao roupeiro, indecisa sobre o que vestir. Arranja o cabelo, pega em alguns acessórios, agarra na mala e finalmente sai de casa.





Yui corre e corre, tudo o que ela queria era chegar a horas.
- Para de andar rápido Yui! – grita Rui, que também estava atrasado. Eram colegas da mesma turma.
-Cala a boca Sonic, também estás atrasado! – refuta Yui.
Após este comprimento matinal, ambos apressaram-se a entrar na escola, reunindo-se com os seus colegas.
- Uau, pela primeira vez Yui chegou a tempo! – diz Shouji.
- Claro, como sempre! - responde.
- Aham … só não estás atrasada porque a Stora ainda não chegou – gozou shouji.
- Urusé 2! Eu já disse, que não sou eu que me atraso, mas sim as aulas que começam demasiado cedo! – constata de braços cruzados, fazendo um gesto como quem Ada um jeito aos óculos, puxando-os para cima.
- Não faças movimentos estranhos, tu não tens óculos!! – repreendeu shouji.
- HOHOHOHO! - Yui ria num tom de gabamento. Era Otaku assumida, começou por ver Naruto e desde então nunca mais parou.
- Sasugé Yui-chan dessu 3! – exclamou alegremente Rui. Ele também era fã de anime. Descobriram este facto interessante durante uma entediante aula de matemática.
- HOHOHOHO! – riu novamente.
- Shouji, não sejas tão duro com ela, comigo acontece exactamente o mesmo que acontece com a Yui antes de vir para a escola – diz Jun.
- O que é que te acontece? – pergunta Shouji.
- Pois … O que é que te acontece … ? – repete Yui desconfiada, preparando-se para ser gozada.
- Então, meia hora para vestir o casaco, mais meia hora para calçar o sapato … - goza Jun.
- AH AH AH AH AH … Que piada … - interrompe Yui não surpresa.
O grupo desata a rir, mas Yui tinha outros planos. Dirigiu-se então para o lado das raparigas.
- O-HA-YO 4 MA-RI-A!
- Bom dia, bom dia … estás muito contente – admira Maria.
- Então … não te via à muito tempo!
- Pois, pois … Essa graxa toda é para o quê?
- Não é graxa, são sentimentos inocentes – diz Yui fazendo uma pose angelical e de olhos a brilhar.
Maria não respondeu, limitou-se a franzir a sobrancelha e esperar que as verdadeiras intenções de Yui se revelassem.
- Então … Maria … onde estão os novos colegas? – diz esboçando um grande sorriso.
- Quem? Aqueles dois rapazes ali ao pé do Shouji?
- HÉÉÉÉÉ! AQUELES DOIS!? – se fosse possível o queixo ter-lhe ía caído aos pés, de tanta desilusão, como não é, Yui apensa fez uma careta muito feia.
- Sim, estiveram o tempo todo ali enquanto eras gozada pelos rapazes. Não reparas-te?
- Eles não eram giros, nem altos e não vi nenhuma definição de abdominais. Porque haveria de reparar neles … - encolhe os ombros, sem noção da insolência em suas palavras.
- Coitadinho, não são assim tão maus, o do lado esquerdo tem os olhos azuis bonitos – diz Maria numa tentativa de defesa.
- Sim, claro … Olhos azuis … sabes que mais , os olhos não formam homens bons, deixa de ser superficial – Yui impõem-se.
- Ganda lata! Eu é que sou superficial han ?! - diz Maria indignada.
Esta conversa chega ao fim com o aparecimento tardio da professora de matemática.
À excepção de alguns alunos que haviam reprovado, a turma continuava a mesma. Os mesmos grupos sentavam-se do mesmo lado da sala, nas mesmas carteiras, com os mesmos colegas de mesa. Yui e Maria Sentavam-se na primeira carteira da primeira fila a contar da direita, seguidas de Shouji e Rui, na última carteira então sozinho, sentava-se Jun. Nada tinha mudado.



Yabai 1 ~ dependende dos sinónimos. No caso é Raios
Urusé 2 ~ Cala-te
Sasugé Yui-chan dessu 3 ~ Como esperado da Yui-chan
O-HA-YO 4 ~ BOM-DI-A



segunda-feira, 6 de setembro de 2010

As Minha Mãos Cheiram a Queimado

Eu Queimei e rasguei coisas. Eu estou e senti-me zangada por isso escrevi.









As minhas mãos cheiram a queimado. Desfiz-me agora das tuas memórias. Sem hesitar, peguei no fósforo, criei uma chama e fiz arder, fiz desaparecer aquela lista de mentiras. As chamas rapidamente consumiam o papel. Roíam e corrompiam cada pedaço. Tudo ficou cinzento, cinzento como o pequeno espaço rosa que havia no meu coração por ti. Agora mudei, agora amadureci, percebi que o amor apenas serve para nos traumatizar, para nos alertar; para nunca nos deixar adormecer num mundo de fantasia, para que entendamos que não podemos confiar o nosso ser em outro alguém.

As minhas mães cheiram a metal. Rasguei e despedacei agora as tuas memórias. Sem hesitar, peguei no coração de prata e fraccionei o que era suposto ser o símbolo do teu amor. Bocado a bocado, aquele coração foi despedaçado. Comecei por separa-lo ao meio e terminei com ele aos pedaços no fundo do caixote do lixo, mesmo ao lado dos restos do jantar. Sim é isso que os pedaços de prata agora são, e o que sempre foram. Lixo.

Ter um coração partido, não é assim tão mau. É apenas mau. Não percebi porque é que as pessoas, não enfrentam a dor. Porque é que continuam a fugir do inevitável. Bem eu não vou fugir, eu vou marcar a diferença. Vou enfrentar este “ dilema do coração partido”, vou aceitar que estou a sofrer, vou aceitar que vai passar e sei que não é a pior coisa do mundo. Aceite, aceite, aceite.
O que me deixa um sorriso, no lado mais escuro do meu coração, é o facto de saber que mais tarde ou mais cedo ele irá sofrer. Alguém vai despedaçar. Lhe o coração e eu vou sorrir. Nesse dia vai ser feita justiça. Se chover e fazer arco – íris melhor ainda. É isso mesmo, sem medos, sem vergonhas, admito que não sou boa pessoa. Admito que quero a dor dele para a minha felicidade. Admito que já pensei nele a cair e eu a passar ao lado, ao virar costas sorrir. Sabem que mais, estou no meu direito, no meu modo de rapariga angustiada, de rapariga rancorosa e no meu modo de rapariga de coração partido. Não me arrependo de nenhuma palavra, de nenhum pensamento malévolo e de nenhum desejo incorrecto.

Quando a minha raiva passar, quando o modo de rancor passar, ele sabe que pode contar comigo, ele sabe que pode rir comigo. Ele sabe que o vou chular. Mas até esse dia chegar, até ao dia em que for uma pessoa livre de maldade . . . (perdi a inspiração)





GIRL POWER \m/

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Poema IV ~ Tears

Estava eu em Porto Covo a cozinhar esparguete, era a hora do jantar e o acompanhamento vegetariano da Marisa, já estava feito. Num Parque de Campismo a cozinha é uma mini tenda. O Vapor que se escapava da panela, subia até á minha face, embaçava-me os óculos, e de forma inconsciente foi a minha inspiração para este poema, pois complementava a minha tristeza. Lágrimas começaram a deslizar pela meu rosto, deixando para trás um rasto que embora se dissipasse em minutos, ficou marcado para sempre na minha mente, no meu coração, quem sabe atingido mesmo o fundo da minha alma. Fiquei imóvel a olhar para o nada, deixando me levar pelo arco-íris negro do meu ser. Quando o vento soprou e passou por mim, senti o frio dos rasto; Acordei então .. Eu sei que as lágrimas não ferem, mas magoam. Sentei-me na mesa e pus-me a escrever, a escrever o que sentia, alimentando-me das lágrimas, que não quis deixar cair. Ouvi passos, Marisa estava a sair do quarto. Enxuguei as minhas lágrimas e mentalizei-me que tinha de ficar feliz, agir o menos triste possível.








I taste my tears, they are salty. I guess salty is the flavor of loser. One day, when I’m a better person, maybe they’ll taste like meat or maybe they’ll just be flavorless. From that day on I know I’ve changed, just like the flavor of my tear … I’m Different.
I just wonder if my tears will condense and become someone else’s hope.












Epah desculpem.me os erros orograficos bah xDD Watever u.u'