segunda-feira, 6 de setembro de 2010

As Minha Mãos Cheiram a Queimado

Eu Queimei e rasguei coisas. Eu estou e senti-me zangada por isso escrevi.









As minhas mãos cheiram a queimado. Desfiz-me agora das tuas memórias. Sem hesitar, peguei no fósforo, criei uma chama e fiz arder, fiz desaparecer aquela lista de mentiras. As chamas rapidamente consumiam o papel. Roíam e corrompiam cada pedaço. Tudo ficou cinzento, cinzento como o pequeno espaço rosa que havia no meu coração por ti. Agora mudei, agora amadureci, percebi que o amor apenas serve para nos traumatizar, para nos alertar; para nunca nos deixar adormecer num mundo de fantasia, para que entendamos que não podemos confiar o nosso ser em outro alguém.

As minhas mães cheiram a metal. Rasguei e despedacei agora as tuas memórias. Sem hesitar, peguei no coração de prata e fraccionei o que era suposto ser o símbolo do teu amor. Bocado a bocado, aquele coração foi despedaçado. Comecei por separa-lo ao meio e terminei com ele aos pedaços no fundo do caixote do lixo, mesmo ao lado dos restos do jantar. Sim é isso que os pedaços de prata agora são, e o que sempre foram. Lixo.

Ter um coração partido, não é assim tão mau. É apenas mau. Não percebi porque é que as pessoas, não enfrentam a dor. Porque é que continuam a fugir do inevitável. Bem eu não vou fugir, eu vou marcar a diferença. Vou enfrentar este “ dilema do coração partido”, vou aceitar que estou a sofrer, vou aceitar que vai passar e sei que não é a pior coisa do mundo. Aceite, aceite, aceite.
O que me deixa um sorriso, no lado mais escuro do meu coração, é o facto de saber que mais tarde ou mais cedo ele irá sofrer. Alguém vai despedaçar. Lhe o coração e eu vou sorrir. Nesse dia vai ser feita justiça. Se chover e fazer arco – íris melhor ainda. É isso mesmo, sem medos, sem vergonhas, admito que não sou boa pessoa. Admito que quero a dor dele para a minha felicidade. Admito que já pensei nele a cair e eu a passar ao lado, ao virar costas sorrir. Sabem que mais, estou no meu direito, no meu modo de rapariga angustiada, de rapariga rancorosa e no meu modo de rapariga de coração partido. Não me arrependo de nenhuma palavra, de nenhum pensamento malévolo e de nenhum desejo incorrecto.

Quando a minha raiva passar, quando o modo de rancor passar, ele sabe que pode contar comigo, ele sabe que pode rir comigo. Ele sabe que o vou chular. Mas até esse dia chegar, até ao dia em que for uma pessoa livre de maldade . . . (perdi a inspiração)





GIRL POWER \m/

Sem comentários:

Enviar um comentário