terça-feira, 30 de novembro de 2010

Capítulo 6 - Apenas o meu final feliz ~ Tada de atashi no shiauwasen saigo

Capítulo 6 ~ After Show


Após abandonarem a casa de Shouji apressaram-se a chegar ao jardim municipal, pois pouco faltava para a meia noite.
- Bem, isto está com pouca gente - comenta Yui, olhando para o público.
- Lol yah, também não deve haver muita gente em Novua que ouça metal - diz Maya rindo-se.
Yui concorda rindo-se também.
Maya avista uma barraca com venda de cerveja, entre outros, e decidem comprar dois copos para ambientarem-se melhor.
- Maya isto está ma dar a volta ao estômago.
- Não te preocupes, cerveja é mesmo assim nas primeiras vezes - diz Maya bebendo um golo.
Enquanto Maya bebia, Yui fazia um olhar reprovador. Como se atrevia a ter experiêçias alcoólicas sem ela, a sua melhor amiga. Yui já tinha provado cerveja, não era a sua 1º vez. Por vezes em refeições, o pai ou a mãe deixavam ela e Ryuji beber um copo de cerveja ou vinho, o pai ria-se sempre ao ver a reacção de Yui ao vinho. ela detestava. Mas sempre avisou Beber é só aqui em casa, se eu alguma vez ouvir dizer que vocês pediram bebidas a alguém (..), mas isso era antes.
Observam então o concerto da barraca. Podia ser dividido em 3 partes : a 1º era a dos adolescentes que energéticamente cantavam e saltavam, dominados pelo espírito da música. Faziam headbanging possuídamente num movimento rotativo sem fim, houve quem subisse para o palco e atirar-se para o pouco público no recinto, outros faziam moshe. Era a 1º vez que Yui via um moshe ao vivo - fora os vídeos no youtube - era engraçado, eles pareciam mesmo macacos possuídos; A 2º já mais calminha, a zona dos pós adolescentes, na casa dos 20 que faziam headbanging calmamente e cantavam baixinho; A 3º e última, o canto dos +20, provavelmente de 30 para cima, os adultos apreciadores de metal que não trabalhavam ao domingo. Abanavam a cabeça ligeiramente seguindo o ritmo com o bater de um pé, bastante imóveis comparados à 1º parte.
Fartas de estar ao pé da barraca, aproximara-se do público infiltrando-se na 2º parte. Faziam headbanging timidamente, vidradas no vocalista de cabelo preto comprido, que lhe tapava a cara suada enquanto berrava para o microfone, e no baixista que era baixinho usava o boné ao contrário - Yui lembrou-se imediatamente do rapaz dos lábios carnudos -, e tinha no queixo uma pêra já comprida. Muito atraentes. Não conseguindo resistir à energia contagiante dos adolescentes, avançam para a frente não demorando muito a assumir os mesmo comportamentos que os da " 1º parte", cantavam com alma como se soubessem a letra, maioritariamente dizendo blá blá e iam uma contra a outra, pois o moshe ocorria no outra lado do público. Yui sentiu-se um pouco envergonhada com as figuras que estavam a fazer, mas depois lembrou-se que concerteza algumas pessoas iriam pensar que elas estavam bêbadas; Algumas simplesmente não " Give a fuck" e ainda haveria quem estivesse aflito com uma poeira no olho, para prestar atenção nelas.
Então ficaram, divertiram-se e continuaram vidradas tanto no vocalista como no baixista.


O concerto tinha chegado ao fim, embora o público ainda tivesse pedido por " só mais uma", houve quem disse-se " mais 5", o guarda do jardim apareceu e avisou que já eram 1 da manhã e que tinham de arrumar o equipamento.
- Meu que fixe! Adorei o concerto! - diz Yui entusiasmada. Já se encontravam sentadas debaixo so prédio de Maya.
- Ya, foi bué fixe! O baixista era tão fofinho .. com aquela pêra... Grrr - concorda Maya, soltando um rugido ao falar do baixista.
- Pois era - concorda - Oh, foi pena é termos chegado tarde... bah, não devíamos ter idao à casa do Shouji!
- Ya, tens razão... filme dum raio! - reclama - Bem, olha já é um pouco tarde...
- Oh, mas tass tão bem aqui em baixo. Bora ficar mais um pouco - suplica Yui - Onegai!1
- Ok, ok vamos só la acima buscar a Tutti, que tenho de a trazer à rua - Maya fez a vontade à amiga. Tutti era a cadela de Maya, mas Yui gostava de chamá-la de Tutti-Frutti.
Maya abriu vagarosamente a porta de casa, para não acordar a mãe, entrou e trouxe a cadela consigo à saída, enquanto Yui esperava do lado de fora. Desceram as 3 no elevador e em seguida passearam Tutti até ao descampado do outro lado da rua, onde fez as suas necessidades.
Voltaram ao prédio, retomando novamente os lugares e conversa sobre o concerto, até que Yui repara num grupo de rapazes que se aproximava, traziam consigo um cão.
- Secalhar, não foi assim tão boa ideia ficar cá em baixo - afirmava Yui insegura.
- Oh, não te preocupes, os chungas não vão fazer nada - acalmava Maya - Falam muito que os chungas isto e aquilo, mas eles ficam na deles.
Primeiro aquilo da experiêçia alcoólicas e agora a tranquiliza-la em relação aos chungas. No que se estaria Maya a tornar sem Yui, pensava.
A verdade foi tal e qual ela pronunciou. os chungas não fizeram nada, nem perguntaram que horas eram para lhes poder roubar o telemóvel. Passaram-lhes ao lado, ouvindo música alta.

It's britney Bitch!

E conversando ainda mais alto. Um membro separo-se do grupo e dirige-se ao prédio de Maya, ao chegar diz Boa noite, abre a porta do edifício e desaparece no elevador.
- Lol, aquele não era o presidente da Associação de estudantes do ano passado? - Yui reconheçe o rapaz.
- Sei lá lol, achas que conheço as pessoas do AE? - refuta Maya.
Pouco depois, aproxima-se outra pessoa, Yui não consegue identificar quem é devido á escuridão da noite, mas quando o mesmo incide com as luzes dos candeeiros de rua, não lhe resta a menor sombra de dúvidas.
- Omg, Maya é o rapaz dos lábios! - diz Maya supresa, mas baixinho.
- Omg pois é ! - confere -Maya.
Já ao é da entrada do prédio o rapaz dos lábios carnudos sorri e comprimenta-as
- Boa noite.
- Boa noite - responde Maya.
- Olaaaaá - diz Yui. O ênfase imposto à letra A deve-se maioritariamente ao facto de Yui ainda estar minimamente sobre o efeito do alcool e da euforia do concerto.
O rapaz não disse nada, mas ao virar para fechar a porta do prédio, sorri novamente.
- Acho que ja se foi embora - espreita Maya - Que foi aquele " Olaaaá"? - pergunta rindo-se.
Yui responde a rir - Sei lá... estava a meter conversa... Estou feliz que queres ?
- Que tu tás contente sei eu! E meter conversa à meia noite, é um bocado tarde não ? - goza.
- Urusé2, estou feliz já disse... Mas viste-o a sorri na porta?
- Ya vi, tem um sorriso bué fofo... Gandas lábios!
- Eu sei! - concorda a sorrir - Tipo tens este gajo bom a viver no teu prédio e não dizias nada?
- Eu nunca reparei nele... Sabes como é a minha memória - defende-se.

A noite acaba assim então para estas duas, mas só adormeçem depois de ir gozar na internet com tarados e pedófilos, que para supresa deles, quando a Web se liga não apareçem pernas destapadas nem decotes atrevido, mas sim o peluche de um sapo com um fio dental que usa óculos de sol. Há quem não ache graça e desligue a Web no segundo asseguir em que o sapo começa a dançar ( controlado por duas mãos) - laço da amizade.

Dois dias depois, já na segunda-feira, Yui conta a Mai a grande surpresa de sábado à noite.
- Que fixe... será que ele mora mesmo no prédio?
- Pois não sei... A Maya diz que nunca o viu lá...
- Secalhar mudou-se a pouco tempo.
- Pois secalhar... Olha ele está ali - Yui avista o rapaz mistério que se dirigia paa o bar - Checa só o andar dele, até a andar é bom!... Ai aquele rabo - suspira.
- Toma juízo Yui - aconselha Mai rindo-se.
- Agora que paro para pensar, não sabemos o nome dele lol... Temos de lhe arranjar um nome - afirma.
- Pois realmente, Rapaz dos Lábios é um bocado comprido - concorda.
- Hummm... Algo que o caracterize... - pensa - ele está sempre com aquela mala preta da Gola... É isso, o nome dele vai ser Gola!!
- Loool Gola? É um bocado estranho... mas pode ser, é mais curto.
Estava decidido então o rapaz mistério havia sido baptizado e nem fazia ideia. O seu nome era GOLA!
No entanto chega Maya com um a notíçia que iria deixar Yui feliz.
- Omg, o Gola mora no teu prédio?!?? - Pergunta e afirma ao mesmo tempo supresa, esboçando um enorme sorriso. Por um bocadinho que fosse, Yui senti-se mais próxima dele.
- Olha o barulho Yui! - reclama Mai.
Continua...



Urusé - cala-te
Onegai - Por favor!

Voçês são falsos, Voçês são de plástico.


Vocês são todos falsos, voçês são de plástico. Como é que eu sei? Arranquei a cabeça da barbie e não havia cérebro - estava vazia. Cortei ao meio o peito do Ken e não havia coração - estava vazio. A fisionomia anatómica é semelhante, por isso devem ser iguais, não preciso nem quero conhecer-vos para confirmar. Vou ficar-me pelos estereótipos, voçês são todos iguais. Os olhos que enganam bondosamente, os lábios que mentem sorridentemente. Eu consigo ler as entrelinhas, voçês são falso! Feitos de plástico.
Amigo -desculpa para ter onde dormir. Amigo- desculpa para não ficar sozinho. Amigo- desculpa para nos sentirmos superiores ao alheio.
Por isso, amigo não há amizade ( talvez haja... para além dos ínfimos da graça), como disse não há amizade, quer dizer, há mas não é a verdadeira, logo existem duas: A amizade falsa e amizade verdadeira. Vagueamos todos os dias entre amizades verdadeiras, ela passa-nos ao lado, sorri e nós devolvemos o sorriso. Até que ela vira costas, nem que seja para olhar para o céu e é aí que percebemos que ela sempre foi falsa. Então pode-se concluir que a amizade verdadeira esta apenas à espera, à espera de se assumir como falsa. Logo tanto amizade verdadeira como amizade falsa é a mesma treta, logo não há amizade ( talvez haja... para além dos ínfimos da graça), logo a única conclusão é morrer*.


*Referência a Fernando Pessoa.

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Boa Noite


Fogo eram 23.30 e já me sentia derrotada pelo sono. Os olhos pesava-me e as letras pareciam ficar cada vez mais distantes, perdendo o sentido. Um fechar de olhos, dois fechar de olhos. Não posso mais combater esta necessidade de mergulhar nos lençóis, de submergir no mundo dos sonhos, onde nada é o que parece e tudo é o que acontece.
Um fechar de olhos, 2 fechar de olhos. Último suspiro consciente. Boa noite.

És tipo...


És tipo meu céu sem nuvens. O meu pássaro sem asas. O meu presente sem embrulho, o meu tudo e o meu nada. És o homem que é criança. És a paz que comanda as guerras, o confronto de titãs em mar. És o beijo e o linguado. Tens o meu amor roubado. só espero que não sejas viado.

Gosto de ti minha pega da babilónia, princesa porno star da panela 48.

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Eu queria ser livre, mas ...

Lá estávamos nós na aula de português, quando a professora, disse para escrever-mos um texto argumentativo ou um texto narrativo . Claro que escolhi a segunda opção, cujo o tem é LIBERDADE! e tinha de ter a frase " Eu queria ser livre, mas..." . A minha imaginação Went fro out of espace - máximo 200 palavras e fiz o sweet sweet dobro ( YEAH \m/) . E cozinhei isto ^^




Querido diário, estou a escrever para passar o tempo. Aqui onde as nuvens estão paradas, como em uma pintura. Onde o sol não aquece, apenas ilumina. Onde o peixe sabe a carne e a coca-cola a fanta laranja.
Já agora o meu nome é Joana e estou morta. Ah ah, pergunto-me se chocaria alguém com esta espécie de introdução - adoro chocar pessoas. Bem, como disse já não me encontro entre os vivos, estou no que , ao que eu chamo de " Pseudo-Céu", uma espécie de sala de espera a céu aberto, sem portas ou paredes, apenas cadeiras para os que não gostam de sentar na relva. Estou nesta fila eterna há cerca de um ano, daí a aborrecer-me e começar a escrever. Mas um ano cá em cima é totalmente diferente de um ano, sobre o solo terráqueo. Aqui, já acima das nuvens estamos mortos, não há porque ter pressas. Quando for chamado o meu nome, vou entrar num cubículo de vidro, conversar com um agente divinal e então será decidido o meu destino. Se atravessar o portal iluminado ou o portal flamejante. Sou uma boa pessoa, com maus pensamentos. Este futuro não longínquo intriga-me.
Hoje faz um ano após a minha morte. Lembro-me como se fosse ontem. Era um belo dia solarengo, não havia o rasto de uma única nuvem negra no céu, e eu odeio belos dias solarengo. Não é como se fosse alguma gótica anti bom tempo, era apenas gótica, e usar roupa preta sobre a temperatura de 36 graus não era lá muito confortável. Lembro-me de estar particularmente revoltada nessa semana ( talvez o aparecimento mensal do Sr. Gotinhas vermelhas tenha ajudado), e aquele dia não foi nenhuma excepção. Entre vários pensamentos confusos, perguntava-me se éramos realmente livres, se os pássaros voavam em liberdade, se a velhinha a atravessar a rua, fazia o porque queria. Ou viveríamos tudo e todos numa opressão inconsciente? Coisas de jovens.

Nesse mesmo dia, já de noite saí com uns conhecidos. Fomos a um bar metaleiro chamado Freedom. Na verdade a resposta dos meus pais tinha sido " Não", mas as janelas do meu quarto não tem grades e aquela revolta estava a consumir-me, precisava ir de encontro aos meus ideais e ser livre. Tirando o facto de ter 18 anos e querer festa. Há certos momentos daquela noite dos quais não me recordo, mas isso deve ter haver com o facto de ter aterrado de crânio na estrada e assim danificado a minha memória. Sei apenas que estava muito bêbeda, dominada pelo espírito " de fazer figuras" e resolvi com mais uns quantos irresponsáveis fazer uma corrida até ao bar. Fiquei vidrada no letreiro luminoso que dizia Freedom e persegui-o com todas as minhas forças. Mal pus o pé na estrada fui atropelada, aterrando de cabeça, nem tive tempo para ver a minha vida passar-me a frente dos olhos.
Ao menos não tive uma morte do género " rapariga adolescente revoltada tenta voar da varanda". Hoje na minha campa choram 3 pessoas: mãe, pai e Ana - melhor amiga. Lágrimas de amor, amizade e sinceridade regam as flores que me rodeiam. Tive uma vida feliz. boas memórias e apenas um arrependimento. Não poderia pedir por mais.
Eu queria ser livre, mas preferia estar viva...

Poema VII ~ Vou deixar o barco navegar

Traidora, mentirosa.
Esta é uma guerra interior,
um batalha que travo sozinha.

Porque sorris, se não esta tudo bem
Se por dentro mudas-te
És outra.

Aproximaste-te de mim e estendes-te me a mão
Porquê? Porquê?
Será que estou errada ou tu é que és errada?

Errado, errado, é tudo errado.
Talvez a culpa seja minha, por não ter feito o meu melhor
Talvez a culpa seja tua, por não esperares o meu melhor.

Mudas-te de direcção, tal e qual
O vento muda o galo de ferro no topo da igreja
Deixas-te levar ou se calhar já estavas a caminho.

Não ficas-te comigo, não esperas-te por mim, não me escolhes-te.
Hoje sentas ao meu lado, viras a cara
e finges não ver. Preferes olhar para trás e acenar.

Preferes rir e sorrir, longe.
Pois, eu não sei se tenho a força ou a vontade de te impedir.
Vou deixar o vento vir e passar
Vou deixar o barco navegar.


sábado, 6 de novembro de 2010

Capítulo 5 - Apenas o meu final feliz ~ Tada de atashi no shiauwasen saigo


Capitulo 5 ~ Cinema em cima da hora


São 6h45 na casa dos Koizumi. Shizuka está no quarto de Yui e deixa-lhe indicações.
- Percebes-te Yui ?
- sim, sim ... - responde sonâmbula.

2 horas mais tarde, Yui acorda com uma vontade razoável de querer ir a casa de banho e concretiza tal desejo.
- Chichi, vou fazer chichi! - cantarola enquanto se dirigia ao WC.
Repara então que a luz da casa de banho está acesa, embora a porta esteja fechada. Era muito estranho, não era suposto estar ninguém em casa aquela hora.
- Omg, Omg! Não me digam que estamos a ser assaltados - pensa aterrorizada - e o ladrão esta a usar a WC? Quão rude!
Pega então na barra de ferro guardada atrás do armário no Hall de entrada, aproxima-se da w.c e roda a maçaneta.
- Espera, o que raios estou a fazer? Porque me estou a armar em heroína? Eles morrem sempre no final! - tudo isto não passou de pensamentos que apareceram no ultimo segundo. Era tarde de mais, a maçaneta ja tinha completado a sua volta e em breve a porta iria destrancar-se.
- AAAAAAAAAHHH! - grita o utilizador da w.c.
- AAAAAAAAAHHH! - responde Yui - o que é que estás aqui a fazer?
- Cocó?- Sim ... pois, fora isso ..
- A Shizuka disse que hoje levavas-me para a escola.
Otani Koizumi era o nome do pseudo assaltante, o irmão mais novo de Yui. Na verdade ela tem dois irmãos: Otani, o mais novo e Ryuji o do meio.
- Ah! agora que falas nisso, o extraterrestre do meu sonho era muito parecido com ela e não se calava com " percebes-te Yui, percebes-te?", então dei-lhe um tiro na testa e fui-me embora - reflectiu.
Depois de vestir e dar o pequeno almoço a Otani, sai de casa com o irmão. Opta por leva-lo por um atalho que implicava subir uma escadaria de pedra e terra. Havia outro caminho mais seguro com passadeira e sinais, mas como já sabemos caminhos compridos não são com Yui.
- Quero ficar de férias - reclamava Otani
- As férias já acabaram - responde Yui.- Então quero que a Shizuka me leve para a escola - embora pequeno já tratava a mãe pelo nome próprio - Yui fora uma má influência.
- Eu também preferia assim. Vá anda mais rápido Cinderela.
- Eu não sou a Cinderela! - reclama
- Então és amigo dos 7 anões ? - Yui adora gozar e desencorajar os irmãos.
- Não!

Não tarda estavam quase a chegar à creche.
Yui já avistava as janelas do ensino, com colagens de crianças e coelhinhos a 2D que corriam em relvados triangulares, onde habitavam flores de origem suspeita. Nesse mesmo mundo encantado de colagens havia um dragão grande e mau que lhes iria comer as cabeças! Mas isso ja fazia parte da imaginação de Yui.Foi então que se deu conta de algo, uma presença distinta e poderosa; Era tão intensa que Yui perguntou si mesma quando teriam chegado, porque só havia reparado nelas agora.
- Bonito, senhoras do Jeová - pensou Yui - não interessa, elas não se atrevem a aproximar, estou toda vestida de preto e a minha t-shirt tem uma caveira enorme e várias caras a desfazerem-se. Estou safa.
Confiante e sem nada a temer, segue em frente tal como um galo presunçoso exibindo a sua crista na capoeira. Mas as senhoras religiosas não pareciam sentir-se intimidadas, de facto mostravam-se serenas e amáveis com um sorriso do género " Eu sei onde vives". Isso não podia ser bom, Yui aproximava-se cada vez mais e não notava nenhum sinal de intimidação. Estava na hora do plano C.
- Yui, eu sou rápido como o Sonic! - afirmava Otani cheio de confiança.
- Ai és? ... Quer dizer, sim és! Queres fazer um corrida? - pergunta com 2º intenções.- Eu adoro corridas! - responde Otani com entusiasmo e de olhos a brilhar.
Lado a lado Otani e Yui correram. Ele tinha apenas 1 objectivo : ganhar à irmã mais velha, e mostrar quem era o mais rápido. Ela tinha apenas um objectivo: não ser abordada por estranhos e ser obrigada a perder 1 minuto da sua vida a ouvir coisas que no momento não lhe interessavam. Ainda por mais aceitar um panfleto que não iria ler, mas sim meter na caixa de correio do vizinho do lado. Os seus passos finalmente alcançaram a entrada da creche, a sua missão estava completa. Tudo o que tinha de fazer agora era arranjar uma maneira de voltar atrás no caminho sem perder 1 minuto da sua vida. As senhoras olhavam para ela amavelmente e sorriam do género " Ainda sei onde vives", Yui sabia que não iria ser façil, mas aceitou o desafio.Começou por afastar-se lentamente da creche de Otani e analisar o espaço que a rodeava. Percebeu então o que tinha de fazer, Yui precisava de um isco, um facto de distracção. Repara que na direcção oposta à sua, vinha uma senhora.Enquanto Yui subia a senhora descia.Espera que a mesma aproxime-se um pouco mais de si e começa então a andar rápido e só pára quando tem a certeza que está suficientemente longe do seu " inimigo", as senhoras do Jeová.
- Muah ah ah ! Sou a maior - celebrava mentalmente Yui - Tudo o que tive de fazer foi esperar que viesse alguém a descer, eu apresso-me a subir ao mesmo tempo e já está! As senhoras do Jeová não têm como abordar duas pessoas ao mesmo tempo. Devia publicar um livro sobre isto. Muah!
Estava felissísima por ter " ganho". Agora as pessoas não só olhavam de lado para Yui por causa da T-shirt com caveiras e caras a desfazer, mas também pelo seu sorriso largo de orelha a orelha. Ela era suspeita.

OS dias afogavam-se no mar, então as horas decidiram andar de bicicleta. Os minutos cansados de cair optaram por caminhar, os segundos perceberam que esforços extras eram desnecessários e apanhou o autocarro. O dia do concerto finalmente tinha chegado. Yui já se encontrava na casa de Maya, estavam no seu quarto.
- Olha lá quando é que mudas a placa da tua porta? - pergunta Yui a rir.
- Realmente tens razão. Tenho o quarto bué "Dark Side" e depois uma plaquinha na porta com uma bonequinha fofinha a dizer " Maya" - responde a gozar consigo mesma.
Riram-se as duas.
- Mudando de assunto. Que calças levo ? Vermelhas ou pretas? - pergunta Yui indecisa.
- As vermelhas! - responde sem hesitar.
- Oh... ma tipo , vai estar toda a gente de preto e eu com calças vermelhas a chamar a atenção .. - Yui é uma pessoa contraditória, pois embora não gostasse de ser o centro das atenções, o seu estilo punha-a no centro das atenções. Tudo tem um preço.
- Não intressa. Ser diferente é fixe!
- Haiii!1



No entanto a mãe de Maya alerta a ida para a mesa, o jantar estava pronto. Arroz de manteiga acompanhado de rissóis e blocos de beterraba era o prato principal, à excepção do comer de Maya que ao invés de rissóis era substituído por pastéis de soja. Maya era vegetariana. A comida estava boa, Yui não tinha razões de queixa, tirando de lado os cubos de beterraba nos quais não tocara desde o iníçio da refeição e que agora envolviam o arroz com o seu suco, tornando um branco puro num violeta suspeito. Tal como o veneno que se espalha pelo nosso corpo ou o sangue vermelho que se infiltra pela neve a dentro; o suco roxo corrompia o arroz.
Já era suficientemente desconfortável jantar com pessoas com o qual não estamos habituados, Yui não iria passar também por mal educada, tinha de causar boa impressão.
- Vês Maya, a Yui não gosta da beterraba, mas comeu-as todas - observa a mãe de Maya tentando convencer a filha a comer legumes.
Yui sentira-se um pouco envergonhada, afinal nunca fora boa a esconder o que sentia.

Eram 9 horas, Maya e Yui estavam de partida para o concerto.
- Mas qué isto, meu Deus! - diz Yui - O que é que aquele paneleiro de calças brancas está a fazer no palco? Aquilo não é metal !
- Ah é verdade, esqueci-me de te dizer que são 3 bandas. Pelos vistos a do metal é a ultima - avisa Maya.
- May... - Yui preparava-se para ofender Maya, quando o telemóvel toca. Era Shouji. - Yellow. Tipo... yellow é do género hello. Para de embirra... Não sei, vou perguntar-lhe. Maya ele quer saber se queremos passar por casa dele.
- Sim pode ser. Temos tempo até ao ultimo concerto.
As duas amigas seguiram então para o prédio de Shouji. Ao chegar Yui toca no 4ºA e em seguida obtem resposta do altifalante.
- Sim, quem é ? - pergunta Shouji do outro lado do altifalante.
- Somos terroristas - respondem em simultanêo.
- Não conheço nenhum terrorista.
- Abre masé isso Shouji! - refila Yui.
A porta de entrada do prédio abre-se automaticamente e elas entram. Abre-se a porta do elevador e é feito rumo ao 4º andar.
- Olha lá meu, tu não vens ou quê ? - pergunta Yui, já dentro da casa.
- Aquilo vai ser uma seca... e não sei se a minha mãe deixa... - diz shouji ao fechar a porta. Toda a gente sabia, mas ninguem dizia nada, Shouji era um menino da mamã. Ao contrário do que os outros pensavam, Yui apenas via um filho único que respeitava a única pessoa com quem vivia, a sua mãe.
Shouji dirigiu-as à sala. Lá encontraram Jun e Rui sentados no sofá. Depois de gozarem uns com os outros, foi esclarecido que ambos os rapazes haviam sido convidados por Shouji em cima da hora para assistir um filme. Decidem ver um suspanse psicológico, os esforços de Yui não tinham sido em vão, conseguira evitar o filme de terror. Resumindo o filme em poucas palavras, trata-se de um homem que recebe pelo aniversário um livro encarnado titulado de 23, pela sua esposa. Ao folhear o livro, começa a associar a sua vida, o seu passado e até mesmo pessoas reais ( incluíndo o próprio) com o conto; Tornando-se obcecado pelo número 23. Segundo o livro tudo decomposto resultava no número 23.
Yui deixa-se absorver pelo filme, esta assustada. Mas para cortar as asas à sua imaginação fértil, a meio do filme há um envolvimento escaldante não censurado entre o protagonista e a " outra". Passou de assustada para o seu modo de criticadora, todo aquele silicone nos seios descobertos da actriz estavam a fazer-lhe confusão, excepto a carga abdominal do protogonista. É durante essa análise abdominal que Jun decide tapar os olhos a Yui. Alegava que tal cena era para maiores de 16. Yui revolta-se e diz-lhe que ele deveria fechar os olhos também embora fosse 1 ano mais velho.
- Vá Yui, esta na hora de bazarmos - avisa Maya , olhando para o relógio - São 23.20.
- Fixe. Mekié, quem é que vem? - pergunta levantando-se.
- Nepes não vou, a minha mãe ja me mandou sms a perguntar quando é que voltava para casa - diz Jun.
- Eu também vou para casa... Voçês não viram lá uma rapariga baixinha, de cabelo castanho? - pergunta Rui.
- Não, não vimos a Rina Rui - responde Maya reviravoltando os olhos.
- Eu não ...
- Toma juízo! Esqueçe a tua ex - repreende Yui.

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Lagosta

Este poema, foi dedicado a um moço que pediu que eu fizess um poema sobre ele, basei.me então no seu nick , não vulgar xD Lagostas







Lagostas Lagostas, que nadas no mar
Se ouvires o pescador chamar não vás.
Pois é uma armadilha, uma cilada
Quer fazer de ti jantar, acompanhamento da salada.
Lagostas Lagostas que nadas no mar,
Se ouvires o pescador chamar não vás,
Nada para bem longe
Para o fundo do mar.