sábado, 6 de novembro de 2010

Capítulo 5 - Apenas o meu final feliz ~ Tada de atashi no shiauwasen saigo


Capitulo 5 ~ Cinema em cima da hora


São 6h45 na casa dos Koizumi. Shizuka está no quarto de Yui e deixa-lhe indicações.
- Percebes-te Yui ?
- sim, sim ... - responde sonâmbula.

2 horas mais tarde, Yui acorda com uma vontade razoável de querer ir a casa de banho e concretiza tal desejo.
- Chichi, vou fazer chichi! - cantarola enquanto se dirigia ao WC.
Repara então que a luz da casa de banho está acesa, embora a porta esteja fechada. Era muito estranho, não era suposto estar ninguém em casa aquela hora.
- Omg, Omg! Não me digam que estamos a ser assaltados - pensa aterrorizada - e o ladrão esta a usar a WC? Quão rude!
Pega então na barra de ferro guardada atrás do armário no Hall de entrada, aproxima-se da w.c e roda a maçaneta.
- Espera, o que raios estou a fazer? Porque me estou a armar em heroína? Eles morrem sempre no final! - tudo isto não passou de pensamentos que apareceram no ultimo segundo. Era tarde de mais, a maçaneta ja tinha completado a sua volta e em breve a porta iria destrancar-se.
- AAAAAAAAAHHH! - grita o utilizador da w.c.
- AAAAAAAAAHHH! - responde Yui - o que é que estás aqui a fazer?
- Cocó?- Sim ... pois, fora isso ..
- A Shizuka disse que hoje levavas-me para a escola.
Otani Koizumi era o nome do pseudo assaltante, o irmão mais novo de Yui. Na verdade ela tem dois irmãos: Otani, o mais novo e Ryuji o do meio.
- Ah! agora que falas nisso, o extraterrestre do meu sonho era muito parecido com ela e não se calava com " percebes-te Yui, percebes-te?", então dei-lhe um tiro na testa e fui-me embora - reflectiu.
Depois de vestir e dar o pequeno almoço a Otani, sai de casa com o irmão. Opta por leva-lo por um atalho que implicava subir uma escadaria de pedra e terra. Havia outro caminho mais seguro com passadeira e sinais, mas como já sabemos caminhos compridos não são com Yui.
- Quero ficar de férias - reclamava Otani
- As férias já acabaram - responde Yui.- Então quero que a Shizuka me leve para a escola - embora pequeno já tratava a mãe pelo nome próprio - Yui fora uma má influência.
- Eu também preferia assim. Vá anda mais rápido Cinderela.
- Eu não sou a Cinderela! - reclama
- Então és amigo dos 7 anões ? - Yui adora gozar e desencorajar os irmãos.
- Não!

Não tarda estavam quase a chegar à creche.
Yui já avistava as janelas do ensino, com colagens de crianças e coelhinhos a 2D que corriam em relvados triangulares, onde habitavam flores de origem suspeita. Nesse mesmo mundo encantado de colagens havia um dragão grande e mau que lhes iria comer as cabeças! Mas isso ja fazia parte da imaginação de Yui.Foi então que se deu conta de algo, uma presença distinta e poderosa; Era tão intensa que Yui perguntou si mesma quando teriam chegado, porque só havia reparado nelas agora.
- Bonito, senhoras do Jeová - pensou Yui - não interessa, elas não se atrevem a aproximar, estou toda vestida de preto e a minha t-shirt tem uma caveira enorme e várias caras a desfazerem-se. Estou safa.
Confiante e sem nada a temer, segue em frente tal como um galo presunçoso exibindo a sua crista na capoeira. Mas as senhoras religiosas não pareciam sentir-se intimidadas, de facto mostravam-se serenas e amáveis com um sorriso do género " Eu sei onde vives". Isso não podia ser bom, Yui aproximava-se cada vez mais e não notava nenhum sinal de intimidação. Estava na hora do plano C.
- Yui, eu sou rápido como o Sonic! - afirmava Otani cheio de confiança.
- Ai és? ... Quer dizer, sim és! Queres fazer um corrida? - pergunta com 2º intenções.- Eu adoro corridas! - responde Otani com entusiasmo e de olhos a brilhar.
Lado a lado Otani e Yui correram. Ele tinha apenas 1 objectivo : ganhar à irmã mais velha, e mostrar quem era o mais rápido. Ela tinha apenas um objectivo: não ser abordada por estranhos e ser obrigada a perder 1 minuto da sua vida a ouvir coisas que no momento não lhe interessavam. Ainda por mais aceitar um panfleto que não iria ler, mas sim meter na caixa de correio do vizinho do lado. Os seus passos finalmente alcançaram a entrada da creche, a sua missão estava completa. Tudo o que tinha de fazer agora era arranjar uma maneira de voltar atrás no caminho sem perder 1 minuto da sua vida. As senhoras olhavam para ela amavelmente e sorriam do género " Ainda sei onde vives", Yui sabia que não iria ser façil, mas aceitou o desafio.Começou por afastar-se lentamente da creche de Otani e analisar o espaço que a rodeava. Percebeu então o que tinha de fazer, Yui precisava de um isco, um facto de distracção. Repara que na direcção oposta à sua, vinha uma senhora.Enquanto Yui subia a senhora descia.Espera que a mesma aproxime-se um pouco mais de si e começa então a andar rápido e só pára quando tem a certeza que está suficientemente longe do seu " inimigo", as senhoras do Jeová.
- Muah ah ah ! Sou a maior - celebrava mentalmente Yui - Tudo o que tive de fazer foi esperar que viesse alguém a descer, eu apresso-me a subir ao mesmo tempo e já está! As senhoras do Jeová não têm como abordar duas pessoas ao mesmo tempo. Devia publicar um livro sobre isto. Muah!
Estava felissísima por ter " ganho". Agora as pessoas não só olhavam de lado para Yui por causa da T-shirt com caveiras e caras a desfazer, mas também pelo seu sorriso largo de orelha a orelha. Ela era suspeita.

OS dias afogavam-se no mar, então as horas decidiram andar de bicicleta. Os minutos cansados de cair optaram por caminhar, os segundos perceberam que esforços extras eram desnecessários e apanhou o autocarro. O dia do concerto finalmente tinha chegado. Yui já se encontrava na casa de Maya, estavam no seu quarto.
- Olha lá quando é que mudas a placa da tua porta? - pergunta Yui a rir.
- Realmente tens razão. Tenho o quarto bué "Dark Side" e depois uma plaquinha na porta com uma bonequinha fofinha a dizer " Maya" - responde a gozar consigo mesma.
Riram-se as duas.
- Mudando de assunto. Que calças levo ? Vermelhas ou pretas? - pergunta Yui indecisa.
- As vermelhas! - responde sem hesitar.
- Oh... ma tipo , vai estar toda a gente de preto e eu com calças vermelhas a chamar a atenção .. - Yui é uma pessoa contraditória, pois embora não gostasse de ser o centro das atenções, o seu estilo punha-a no centro das atenções. Tudo tem um preço.
- Não intressa. Ser diferente é fixe!
- Haiii!1



No entanto a mãe de Maya alerta a ida para a mesa, o jantar estava pronto. Arroz de manteiga acompanhado de rissóis e blocos de beterraba era o prato principal, à excepção do comer de Maya que ao invés de rissóis era substituído por pastéis de soja. Maya era vegetariana. A comida estava boa, Yui não tinha razões de queixa, tirando de lado os cubos de beterraba nos quais não tocara desde o iníçio da refeição e que agora envolviam o arroz com o seu suco, tornando um branco puro num violeta suspeito. Tal como o veneno que se espalha pelo nosso corpo ou o sangue vermelho que se infiltra pela neve a dentro; o suco roxo corrompia o arroz.
Já era suficientemente desconfortável jantar com pessoas com o qual não estamos habituados, Yui não iria passar também por mal educada, tinha de causar boa impressão.
- Vês Maya, a Yui não gosta da beterraba, mas comeu-as todas - observa a mãe de Maya tentando convencer a filha a comer legumes.
Yui sentira-se um pouco envergonhada, afinal nunca fora boa a esconder o que sentia.

Eram 9 horas, Maya e Yui estavam de partida para o concerto.
- Mas qué isto, meu Deus! - diz Yui - O que é que aquele paneleiro de calças brancas está a fazer no palco? Aquilo não é metal !
- Ah é verdade, esqueci-me de te dizer que são 3 bandas. Pelos vistos a do metal é a ultima - avisa Maya.
- May... - Yui preparava-se para ofender Maya, quando o telemóvel toca. Era Shouji. - Yellow. Tipo... yellow é do género hello. Para de embirra... Não sei, vou perguntar-lhe. Maya ele quer saber se queremos passar por casa dele.
- Sim pode ser. Temos tempo até ao ultimo concerto.
As duas amigas seguiram então para o prédio de Shouji. Ao chegar Yui toca no 4ºA e em seguida obtem resposta do altifalante.
- Sim, quem é ? - pergunta Shouji do outro lado do altifalante.
- Somos terroristas - respondem em simultanêo.
- Não conheço nenhum terrorista.
- Abre masé isso Shouji! - refila Yui.
A porta de entrada do prédio abre-se automaticamente e elas entram. Abre-se a porta do elevador e é feito rumo ao 4º andar.
- Olha lá meu, tu não vens ou quê ? - pergunta Yui, já dentro da casa.
- Aquilo vai ser uma seca... e não sei se a minha mãe deixa... - diz shouji ao fechar a porta. Toda a gente sabia, mas ninguem dizia nada, Shouji era um menino da mamã. Ao contrário do que os outros pensavam, Yui apenas via um filho único que respeitava a única pessoa com quem vivia, a sua mãe.
Shouji dirigiu-as à sala. Lá encontraram Jun e Rui sentados no sofá. Depois de gozarem uns com os outros, foi esclarecido que ambos os rapazes haviam sido convidados por Shouji em cima da hora para assistir um filme. Decidem ver um suspanse psicológico, os esforços de Yui não tinham sido em vão, conseguira evitar o filme de terror. Resumindo o filme em poucas palavras, trata-se de um homem que recebe pelo aniversário um livro encarnado titulado de 23, pela sua esposa. Ao folhear o livro, começa a associar a sua vida, o seu passado e até mesmo pessoas reais ( incluíndo o próprio) com o conto; Tornando-se obcecado pelo número 23. Segundo o livro tudo decomposto resultava no número 23.
Yui deixa-se absorver pelo filme, esta assustada. Mas para cortar as asas à sua imaginação fértil, a meio do filme há um envolvimento escaldante não censurado entre o protagonista e a " outra". Passou de assustada para o seu modo de criticadora, todo aquele silicone nos seios descobertos da actriz estavam a fazer-lhe confusão, excepto a carga abdominal do protogonista. É durante essa análise abdominal que Jun decide tapar os olhos a Yui. Alegava que tal cena era para maiores de 16. Yui revolta-se e diz-lhe que ele deveria fechar os olhos também embora fosse 1 ano mais velho.
- Vá Yui, esta na hora de bazarmos - avisa Maya , olhando para o relógio - São 23.20.
- Fixe. Mekié, quem é que vem? - pergunta levantando-se.
- Nepes não vou, a minha mãe ja me mandou sms a perguntar quando é que voltava para casa - diz Jun.
- Eu também vou para casa... Voçês não viram lá uma rapariga baixinha, de cabelo castanho? - pergunta Rui.
- Não, não vimos a Rina Rui - responde Maya reviravoltando os olhos.
- Eu não ...
- Toma juízo! Esqueçe a tua ex - repreende Yui.

1 comentário:

  1. oi

    era só par ate dizer que respondi ao teu comentário no Full of Metal e sim...seria excelente que eles por cá passassem.

    A ver se tiro um tempinho para ler todos os capitulos que já aqui postaste ;)

    Beijinhos e...

    \m/ keep it heavy \m/ =P

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