terça-feira, 9 de novembro de 2010

Poema VII ~ Vou deixar o barco navegar

Traidora, mentirosa.
Esta é uma guerra interior,
um batalha que travo sozinha.

Porque sorris, se não esta tudo bem
Se por dentro mudas-te
És outra.

Aproximaste-te de mim e estendes-te me a mão
Porquê? Porquê?
Será que estou errada ou tu é que és errada?

Errado, errado, é tudo errado.
Talvez a culpa seja minha, por não ter feito o meu melhor
Talvez a culpa seja tua, por não esperares o meu melhor.

Mudas-te de direcção, tal e qual
O vento muda o galo de ferro no topo da igreja
Deixas-te levar ou se calhar já estavas a caminho.

Não ficas-te comigo, não esperas-te por mim, não me escolhes-te.
Hoje sentas ao meu lado, viras a cara
e finges não ver. Preferes olhar para trás e acenar.

Preferes rir e sorrir, longe.
Pois, eu não sei se tenho a força ou a vontade de te impedir.
Vou deixar o vento vir e passar
Vou deixar o barco navegar.


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