terça-feira, 9 de novembro de 2010

Eu queria ser livre, mas ...

Lá estávamos nós na aula de português, quando a professora, disse para escrever-mos um texto argumentativo ou um texto narrativo . Claro que escolhi a segunda opção, cujo o tem é LIBERDADE! e tinha de ter a frase " Eu queria ser livre, mas..." . A minha imaginação Went fro out of espace - máximo 200 palavras e fiz o sweet sweet dobro ( YEAH \m/) . E cozinhei isto ^^




Querido diário, estou a escrever para passar o tempo. Aqui onde as nuvens estão paradas, como em uma pintura. Onde o sol não aquece, apenas ilumina. Onde o peixe sabe a carne e a coca-cola a fanta laranja.
Já agora o meu nome é Joana e estou morta. Ah ah, pergunto-me se chocaria alguém com esta espécie de introdução - adoro chocar pessoas. Bem, como disse já não me encontro entre os vivos, estou no que , ao que eu chamo de " Pseudo-Céu", uma espécie de sala de espera a céu aberto, sem portas ou paredes, apenas cadeiras para os que não gostam de sentar na relva. Estou nesta fila eterna há cerca de um ano, daí a aborrecer-me e começar a escrever. Mas um ano cá em cima é totalmente diferente de um ano, sobre o solo terráqueo. Aqui, já acima das nuvens estamos mortos, não há porque ter pressas. Quando for chamado o meu nome, vou entrar num cubículo de vidro, conversar com um agente divinal e então será decidido o meu destino. Se atravessar o portal iluminado ou o portal flamejante. Sou uma boa pessoa, com maus pensamentos. Este futuro não longínquo intriga-me.
Hoje faz um ano após a minha morte. Lembro-me como se fosse ontem. Era um belo dia solarengo, não havia o rasto de uma única nuvem negra no céu, e eu odeio belos dias solarengo. Não é como se fosse alguma gótica anti bom tempo, era apenas gótica, e usar roupa preta sobre a temperatura de 36 graus não era lá muito confortável. Lembro-me de estar particularmente revoltada nessa semana ( talvez o aparecimento mensal do Sr. Gotinhas vermelhas tenha ajudado), e aquele dia não foi nenhuma excepção. Entre vários pensamentos confusos, perguntava-me se éramos realmente livres, se os pássaros voavam em liberdade, se a velhinha a atravessar a rua, fazia o porque queria. Ou viveríamos tudo e todos numa opressão inconsciente? Coisas de jovens.

Nesse mesmo dia, já de noite saí com uns conhecidos. Fomos a um bar metaleiro chamado Freedom. Na verdade a resposta dos meus pais tinha sido " Não", mas as janelas do meu quarto não tem grades e aquela revolta estava a consumir-me, precisava ir de encontro aos meus ideais e ser livre. Tirando o facto de ter 18 anos e querer festa. Há certos momentos daquela noite dos quais não me recordo, mas isso deve ter haver com o facto de ter aterrado de crânio na estrada e assim danificado a minha memória. Sei apenas que estava muito bêbeda, dominada pelo espírito " de fazer figuras" e resolvi com mais uns quantos irresponsáveis fazer uma corrida até ao bar. Fiquei vidrada no letreiro luminoso que dizia Freedom e persegui-o com todas as minhas forças. Mal pus o pé na estrada fui atropelada, aterrando de cabeça, nem tive tempo para ver a minha vida passar-me a frente dos olhos.
Ao menos não tive uma morte do género " rapariga adolescente revoltada tenta voar da varanda". Hoje na minha campa choram 3 pessoas: mãe, pai e Ana - melhor amiga. Lágrimas de amor, amizade e sinceridade regam as flores que me rodeiam. Tive uma vida feliz. boas memórias e apenas um arrependimento. Não poderia pedir por mais.
Eu queria ser livre, mas preferia estar viva...

2 comentários:

  1. a partir disto, poderias fazer um livro para adolescentes, muahahah. ou pré-adolescentes. Uma saga. Entre o funny e o sério. Sempre com tons sarcásticos e engraçados. Why not, né?

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  2. Muahaha Inês! Ja tava a ver but who the fuck is (...) xD Yes maybe i could melhorar a historia e leva-la a outro patamar xD

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