domingo, 26 de dezembro de 2010

Little Stacy no Natal (2) ~ Árvore de Natal


Este ano a árvore de natal até parece mais bonita, com as suas luzes que brilham e piscam. Ora vermelho, azul, amarelo e verde, ora vermelho e amarelo num aparece e desaparece instável. Com os seus poucos efeitos: uma bolinha aqui, um anjinho acolá e no topo do galho mais alto, resplandece o espírito da estrela cadente de Belém. Mas apenas o espírito e nada mais.

AH!... Certo... A Littler Stacy Já se lembra o porquê, de a árvore parecer este ano mais bonita. É que no ano passado não houve árvore de natal. Bem,pensa ela, Acho que este ano a mamã deve ter rezado com mais fé e que Deus ouviu acidentalmente nos seus aconchegos.
Lá, acima do azul, acima das nuvens, das estrelas e do universo. Lá, no seu branco finitamente infinito que cega. Ele ouviu.
Ás vezes, pára e observa a árvore, o pisca-pisca e recusa-se a sorrir, recusa-se deixar levar pelo seu encanto.No entanto, o aparece e desaparece instável da árvore de natal, ilumina e colori a sua alma desgasta e não crente no natal.
Por isso, de alguma forma, de algum modo, Little Stacy sente-se grata.

Little Stacy no Natal (1) ~ Matei o Espírito Natalíçio



O espírito natalício quase que entra pela porta a dentro. Batuca na porta do coração de Little Stacy, pedindo por abrigo, salvação e ela quase que o deixo entrar, mas quando presente, quando se apercebe, que em si já meio sorriso se desenhou... Ela pára de sorrir. Afasta as mãos ingénuas da maçaneta tentadora, sobe os degraus aos saltos e do topo da torre, mira o espírito natalício. Luminoso, festivo e em tons de verde e vermelho . Deixa cair então , o balde... Cai o balde e molha o espírito natalício. Deixa de brilhar, já não mais ilumina, agora em tons de vermelho e verde apagado e se não esta vivo, não é festivo.

Little Stacy acha que acabou de matar o espírito natalício. Pensa consigo mesma, Devo ser uma assassina natalícia... Não faz mal. Nessa noite gelada, debruçada sobre o parapeito da janela da torre mais alta, observa a estrela cadente que brilha e dança ao luar. A sua luminosidade ofusca-a com a esperança do amanhã.

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Sala escura.

Aqui estou, na sala escura, a traçar linhas sobre o quadro de luz. Linhas com princípio, meio e sem fim. Linhas inacabadas. Traço com raiva, traço com tristeza e traço com injustiça. Esta raiva que arde dentro de mim, esta raiva que não se apaga, esta raiva que me consome. Não consigo controlar... não consigo controlar este fumo, esta fogueira.

(Respira.)

(Respira.)

Inspirar, expirar. A minha respiração esta cada vez mais intensa.

( Não me consigo controlar.)

Não! Não! Recuso-me a inalar o oxigénio, recuso-me a expulsar o dióxido de carbono. NÃO!
Eu só quero que o tempo pare e impeça, só quero que os átomos, pontos e partículas parem. Que a rotação da terra pare e que impeça.
Eu não sou fraca. Eu sou melhor que o sol, melhor que o vento, melhor que o oceano. Sou melhor que isto!
Eu não vou desistir, vou resistir! Lágrima estás proibida de cair, proibida de deslizar sobre a minha face e marcar o fracasso... eu sou melhor que isto...

(Queda de lágrima.)

(Silêncio... Inibição do choro.)

Não faz mal... Eu sou melhor isto. Eu tenho a razão, fui injustiçada. Espera, aguarda. A vingança serve-se fria.

(Deslizar da língua nos lábios.)

E vai ser doce.

(Abandono da sala escura.)

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Capítulo 6 - Apenas o meu final feliz ~ Tada de atashi no shiauwasen saigo

Capítulo 6 ~ After Show


Após abandonarem a casa de Shouji apressaram-se a chegar ao jardim municipal, pois pouco faltava para a meia noite.
- Bem, isto está com pouca gente - comenta Yui, olhando para o público.
- Lol yah, também não deve haver muita gente em Novua que ouça metal - diz Maya rindo-se.
Yui concorda rindo-se também.
Maya avista uma barraca com venda de cerveja, entre outros, e decidem comprar dois copos para ambientarem-se melhor.
- Maya isto está ma dar a volta ao estômago.
- Não te preocupes, cerveja é mesmo assim nas primeiras vezes - diz Maya bebendo um golo.
Enquanto Maya bebia, Yui fazia um olhar reprovador. Como se atrevia a ter experiêçias alcoólicas sem ela, a sua melhor amiga. Yui já tinha provado cerveja, não era a sua 1º vez. Por vezes em refeições, o pai ou a mãe deixavam ela e Ryuji beber um copo de cerveja ou vinho, o pai ria-se sempre ao ver a reacção de Yui ao vinho. ela detestava. Mas sempre avisou Beber é só aqui em casa, se eu alguma vez ouvir dizer que vocês pediram bebidas a alguém (..), mas isso era antes.
Observam então o concerto da barraca. Podia ser dividido em 3 partes : a 1º era a dos adolescentes que energéticamente cantavam e saltavam, dominados pelo espírito da música. Faziam headbanging possuídamente num movimento rotativo sem fim, houve quem subisse para o palco e atirar-se para o pouco público no recinto, outros faziam moshe. Era a 1º vez que Yui via um moshe ao vivo - fora os vídeos no youtube - era engraçado, eles pareciam mesmo macacos possuídos; A 2º já mais calminha, a zona dos pós adolescentes, na casa dos 20 que faziam headbanging calmamente e cantavam baixinho; A 3º e última, o canto dos +20, provavelmente de 30 para cima, os adultos apreciadores de metal que não trabalhavam ao domingo. Abanavam a cabeça ligeiramente seguindo o ritmo com o bater de um pé, bastante imóveis comparados à 1º parte.
Fartas de estar ao pé da barraca, aproximara-se do público infiltrando-se na 2º parte. Faziam headbanging timidamente, vidradas no vocalista de cabelo preto comprido, que lhe tapava a cara suada enquanto berrava para o microfone, e no baixista que era baixinho usava o boné ao contrário - Yui lembrou-se imediatamente do rapaz dos lábios carnudos -, e tinha no queixo uma pêra já comprida. Muito atraentes. Não conseguindo resistir à energia contagiante dos adolescentes, avançam para a frente não demorando muito a assumir os mesmo comportamentos que os da " 1º parte", cantavam com alma como se soubessem a letra, maioritariamente dizendo blá blá e iam uma contra a outra, pois o moshe ocorria no outra lado do público. Yui sentiu-se um pouco envergonhada com as figuras que estavam a fazer, mas depois lembrou-se que concerteza algumas pessoas iriam pensar que elas estavam bêbadas; Algumas simplesmente não " Give a fuck" e ainda haveria quem estivesse aflito com uma poeira no olho, para prestar atenção nelas.
Então ficaram, divertiram-se e continuaram vidradas tanto no vocalista como no baixista.


O concerto tinha chegado ao fim, embora o público ainda tivesse pedido por " só mais uma", houve quem disse-se " mais 5", o guarda do jardim apareceu e avisou que já eram 1 da manhã e que tinham de arrumar o equipamento.
- Meu que fixe! Adorei o concerto! - diz Yui entusiasmada. Já se encontravam sentadas debaixo so prédio de Maya.
- Ya, foi bué fixe! O baixista era tão fofinho .. com aquela pêra... Grrr - concorda Maya, soltando um rugido ao falar do baixista.
- Pois era - concorda - Oh, foi pena é termos chegado tarde... bah, não devíamos ter idao à casa do Shouji!
- Ya, tens razão... filme dum raio! - reclama - Bem, olha já é um pouco tarde...
- Oh, mas tass tão bem aqui em baixo. Bora ficar mais um pouco - suplica Yui - Onegai!1
- Ok, ok vamos só la acima buscar a Tutti, que tenho de a trazer à rua - Maya fez a vontade à amiga. Tutti era a cadela de Maya, mas Yui gostava de chamá-la de Tutti-Frutti.
Maya abriu vagarosamente a porta de casa, para não acordar a mãe, entrou e trouxe a cadela consigo à saída, enquanto Yui esperava do lado de fora. Desceram as 3 no elevador e em seguida passearam Tutti até ao descampado do outro lado da rua, onde fez as suas necessidades.
Voltaram ao prédio, retomando novamente os lugares e conversa sobre o concerto, até que Yui repara num grupo de rapazes que se aproximava, traziam consigo um cão.
- Secalhar, não foi assim tão boa ideia ficar cá em baixo - afirmava Yui insegura.
- Oh, não te preocupes, os chungas não vão fazer nada - acalmava Maya - Falam muito que os chungas isto e aquilo, mas eles ficam na deles.
Primeiro aquilo da experiêçia alcoólicas e agora a tranquiliza-la em relação aos chungas. No que se estaria Maya a tornar sem Yui, pensava.
A verdade foi tal e qual ela pronunciou. os chungas não fizeram nada, nem perguntaram que horas eram para lhes poder roubar o telemóvel. Passaram-lhes ao lado, ouvindo música alta.

It's britney Bitch!

E conversando ainda mais alto. Um membro separo-se do grupo e dirige-se ao prédio de Maya, ao chegar diz Boa noite, abre a porta do edifício e desaparece no elevador.
- Lol, aquele não era o presidente da Associação de estudantes do ano passado? - Yui reconheçe o rapaz.
- Sei lá lol, achas que conheço as pessoas do AE? - refuta Maya.
Pouco depois, aproxima-se outra pessoa, Yui não consegue identificar quem é devido á escuridão da noite, mas quando o mesmo incide com as luzes dos candeeiros de rua, não lhe resta a menor sombra de dúvidas.
- Omg, Maya é o rapaz dos lábios! - diz Maya supresa, mas baixinho.
- Omg pois é ! - confere -Maya.
Já ao é da entrada do prédio o rapaz dos lábios carnudos sorri e comprimenta-as
- Boa noite.
- Boa noite - responde Maya.
- Olaaaaá - diz Yui. O ênfase imposto à letra A deve-se maioritariamente ao facto de Yui ainda estar minimamente sobre o efeito do alcool e da euforia do concerto.
O rapaz não disse nada, mas ao virar para fechar a porta do prédio, sorri novamente.
- Acho que ja se foi embora - espreita Maya - Que foi aquele " Olaaaá"? - pergunta rindo-se.
Yui responde a rir - Sei lá... estava a meter conversa... Estou feliz que queres ?
- Que tu tás contente sei eu! E meter conversa à meia noite, é um bocado tarde não ? - goza.
- Urusé2, estou feliz já disse... Mas viste-o a sorri na porta?
- Ya vi, tem um sorriso bué fofo... Gandas lábios!
- Eu sei! - concorda a sorrir - Tipo tens este gajo bom a viver no teu prédio e não dizias nada?
- Eu nunca reparei nele... Sabes como é a minha memória - defende-se.

A noite acaba assim então para estas duas, mas só adormeçem depois de ir gozar na internet com tarados e pedófilos, que para supresa deles, quando a Web se liga não apareçem pernas destapadas nem decotes atrevido, mas sim o peluche de um sapo com um fio dental que usa óculos de sol. Há quem não ache graça e desligue a Web no segundo asseguir em que o sapo começa a dançar ( controlado por duas mãos) - laço da amizade.

Dois dias depois, já na segunda-feira, Yui conta a Mai a grande surpresa de sábado à noite.
- Que fixe... será que ele mora mesmo no prédio?
- Pois não sei... A Maya diz que nunca o viu lá...
- Secalhar mudou-se a pouco tempo.
- Pois secalhar... Olha ele está ali - Yui avista o rapaz mistério que se dirigia paa o bar - Checa só o andar dele, até a andar é bom!... Ai aquele rabo - suspira.
- Toma juízo Yui - aconselha Mai rindo-se.
- Agora que paro para pensar, não sabemos o nome dele lol... Temos de lhe arranjar um nome - afirma.
- Pois realmente, Rapaz dos Lábios é um bocado comprido - concorda.
- Hummm... Algo que o caracterize... - pensa - ele está sempre com aquela mala preta da Gola... É isso, o nome dele vai ser Gola!!
- Loool Gola? É um bocado estranho... mas pode ser, é mais curto.
Estava decidido então o rapaz mistério havia sido baptizado e nem fazia ideia. O seu nome era GOLA!
No entanto chega Maya com um a notíçia que iria deixar Yui feliz.
- Omg, o Gola mora no teu prédio?!?? - Pergunta e afirma ao mesmo tempo supresa, esboçando um enorme sorriso. Por um bocadinho que fosse, Yui senti-se mais próxima dele.
- Olha o barulho Yui! - reclama Mai.
Continua...



Urusé - cala-te
Onegai - Por favor!

Voçês são falsos, Voçês são de plástico.


Vocês são todos falsos, voçês são de plástico. Como é que eu sei? Arranquei a cabeça da barbie e não havia cérebro - estava vazia. Cortei ao meio o peito do Ken e não havia coração - estava vazio. A fisionomia anatómica é semelhante, por isso devem ser iguais, não preciso nem quero conhecer-vos para confirmar. Vou ficar-me pelos estereótipos, voçês são todos iguais. Os olhos que enganam bondosamente, os lábios que mentem sorridentemente. Eu consigo ler as entrelinhas, voçês são falso! Feitos de plástico.
Amigo -desculpa para ter onde dormir. Amigo- desculpa para não ficar sozinho. Amigo- desculpa para nos sentirmos superiores ao alheio.
Por isso, amigo não há amizade ( talvez haja... para além dos ínfimos da graça), como disse não há amizade, quer dizer, há mas não é a verdadeira, logo existem duas: A amizade falsa e amizade verdadeira. Vagueamos todos os dias entre amizades verdadeiras, ela passa-nos ao lado, sorri e nós devolvemos o sorriso. Até que ela vira costas, nem que seja para olhar para o céu e é aí que percebemos que ela sempre foi falsa. Então pode-se concluir que a amizade verdadeira esta apenas à espera, à espera de se assumir como falsa. Logo tanto amizade verdadeira como amizade falsa é a mesma treta, logo não há amizade ( talvez haja... para além dos ínfimos da graça), logo a única conclusão é morrer*.


*Referência a Fernando Pessoa.

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Boa Noite


Fogo eram 23.30 e já me sentia derrotada pelo sono. Os olhos pesava-me e as letras pareciam ficar cada vez mais distantes, perdendo o sentido. Um fechar de olhos, dois fechar de olhos. Não posso mais combater esta necessidade de mergulhar nos lençóis, de submergir no mundo dos sonhos, onde nada é o que parece e tudo é o que acontece.
Um fechar de olhos, 2 fechar de olhos. Último suspiro consciente. Boa noite.

És tipo...


És tipo meu céu sem nuvens. O meu pássaro sem asas. O meu presente sem embrulho, o meu tudo e o meu nada. És o homem que é criança. És a paz que comanda as guerras, o confronto de titãs em mar. És o beijo e o linguado. Tens o meu amor roubado. só espero que não sejas viado.

Gosto de ti minha pega da babilónia, princesa porno star da panela 48.

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Eu queria ser livre, mas ...

Lá estávamos nós na aula de português, quando a professora, disse para escrever-mos um texto argumentativo ou um texto narrativo . Claro que escolhi a segunda opção, cujo o tem é LIBERDADE! e tinha de ter a frase " Eu queria ser livre, mas..." . A minha imaginação Went fro out of espace - máximo 200 palavras e fiz o sweet sweet dobro ( YEAH \m/) . E cozinhei isto ^^




Querido diário, estou a escrever para passar o tempo. Aqui onde as nuvens estão paradas, como em uma pintura. Onde o sol não aquece, apenas ilumina. Onde o peixe sabe a carne e a coca-cola a fanta laranja.
Já agora o meu nome é Joana e estou morta. Ah ah, pergunto-me se chocaria alguém com esta espécie de introdução - adoro chocar pessoas. Bem, como disse já não me encontro entre os vivos, estou no que , ao que eu chamo de " Pseudo-Céu", uma espécie de sala de espera a céu aberto, sem portas ou paredes, apenas cadeiras para os que não gostam de sentar na relva. Estou nesta fila eterna há cerca de um ano, daí a aborrecer-me e começar a escrever. Mas um ano cá em cima é totalmente diferente de um ano, sobre o solo terráqueo. Aqui, já acima das nuvens estamos mortos, não há porque ter pressas. Quando for chamado o meu nome, vou entrar num cubículo de vidro, conversar com um agente divinal e então será decidido o meu destino. Se atravessar o portal iluminado ou o portal flamejante. Sou uma boa pessoa, com maus pensamentos. Este futuro não longínquo intriga-me.
Hoje faz um ano após a minha morte. Lembro-me como se fosse ontem. Era um belo dia solarengo, não havia o rasto de uma única nuvem negra no céu, e eu odeio belos dias solarengo. Não é como se fosse alguma gótica anti bom tempo, era apenas gótica, e usar roupa preta sobre a temperatura de 36 graus não era lá muito confortável. Lembro-me de estar particularmente revoltada nessa semana ( talvez o aparecimento mensal do Sr. Gotinhas vermelhas tenha ajudado), e aquele dia não foi nenhuma excepção. Entre vários pensamentos confusos, perguntava-me se éramos realmente livres, se os pássaros voavam em liberdade, se a velhinha a atravessar a rua, fazia o porque queria. Ou viveríamos tudo e todos numa opressão inconsciente? Coisas de jovens.

Nesse mesmo dia, já de noite saí com uns conhecidos. Fomos a um bar metaleiro chamado Freedom. Na verdade a resposta dos meus pais tinha sido " Não", mas as janelas do meu quarto não tem grades e aquela revolta estava a consumir-me, precisava ir de encontro aos meus ideais e ser livre. Tirando o facto de ter 18 anos e querer festa. Há certos momentos daquela noite dos quais não me recordo, mas isso deve ter haver com o facto de ter aterrado de crânio na estrada e assim danificado a minha memória. Sei apenas que estava muito bêbeda, dominada pelo espírito " de fazer figuras" e resolvi com mais uns quantos irresponsáveis fazer uma corrida até ao bar. Fiquei vidrada no letreiro luminoso que dizia Freedom e persegui-o com todas as minhas forças. Mal pus o pé na estrada fui atropelada, aterrando de cabeça, nem tive tempo para ver a minha vida passar-me a frente dos olhos.
Ao menos não tive uma morte do género " rapariga adolescente revoltada tenta voar da varanda". Hoje na minha campa choram 3 pessoas: mãe, pai e Ana - melhor amiga. Lágrimas de amor, amizade e sinceridade regam as flores que me rodeiam. Tive uma vida feliz. boas memórias e apenas um arrependimento. Não poderia pedir por mais.
Eu queria ser livre, mas preferia estar viva...

Poema VII ~ Vou deixar o barco navegar

Traidora, mentirosa.
Esta é uma guerra interior,
um batalha que travo sozinha.

Porque sorris, se não esta tudo bem
Se por dentro mudas-te
És outra.

Aproximaste-te de mim e estendes-te me a mão
Porquê? Porquê?
Será que estou errada ou tu é que és errada?

Errado, errado, é tudo errado.
Talvez a culpa seja minha, por não ter feito o meu melhor
Talvez a culpa seja tua, por não esperares o meu melhor.

Mudas-te de direcção, tal e qual
O vento muda o galo de ferro no topo da igreja
Deixas-te levar ou se calhar já estavas a caminho.

Não ficas-te comigo, não esperas-te por mim, não me escolhes-te.
Hoje sentas ao meu lado, viras a cara
e finges não ver. Preferes olhar para trás e acenar.

Preferes rir e sorrir, longe.
Pois, eu não sei se tenho a força ou a vontade de te impedir.
Vou deixar o vento vir e passar
Vou deixar o barco navegar.


sábado, 6 de novembro de 2010

Capítulo 5 - Apenas o meu final feliz ~ Tada de atashi no shiauwasen saigo


Capitulo 5 ~ Cinema em cima da hora


São 6h45 na casa dos Koizumi. Shizuka está no quarto de Yui e deixa-lhe indicações.
- Percebes-te Yui ?
- sim, sim ... - responde sonâmbula.

2 horas mais tarde, Yui acorda com uma vontade razoável de querer ir a casa de banho e concretiza tal desejo.
- Chichi, vou fazer chichi! - cantarola enquanto se dirigia ao WC.
Repara então que a luz da casa de banho está acesa, embora a porta esteja fechada. Era muito estranho, não era suposto estar ninguém em casa aquela hora.
- Omg, Omg! Não me digam que estamos a ser assaltados - pensa aterrorizada - e o ladrão esta a usar a WC? Quão rude!
Pega então na barra de ferro guardada atrás do armário no Hall de entrada, aproxima-se da w.c e roda a maçaneta.
- Espera, o que raios estou a fazer? Porque me estou a armar em heroína? Eles morrem sempre no final! - tudo isto não passou de pensamentos que apareceram no ultimo segundo. Era tarde de mais, a maçaneta ja tinha completado a sua volta e em breve a porta iria destrancar-se.
- AAAAAAAAAHHH! - grita o utilizador da w.c.
- AAAAAAAAAHHH! - responde Yui - o que é que estás aqui a fazer?
- Cocó?- Sim ... pois, fora isso ..
- A Shizuka disse que hoje levavas-me para a escola.
Otani Koizumi era o nome do pseudo assaltante, o irmão mais novo de Yui. Na verdade ela tem dois irmãos: Otani, o mais novo e Ryuji o do meio.
- Ah! agora que falas nisso, o extraterrestre do meu sonho era muito parecido com ela e não se calava com " percebes-te Yui, percebes-te?", então dei-lhe um tiro na testa e fui-me embora - reflectiu.
Depois de vestir e dar o pequeno almoço a Otani, sai de casa com o irmão. Opta por leva-lo por um atalho que implicava subir uma escadaria de pedra e terra. Havia outro caminho mais seguro com passadeira e sinais, mas como já sabemos caminhos compridos não são com Yui.
- Quero ficar de férias - reclamava Otani
- As férias já acabaram - responde Yui.- Então quero que a Shizuka me leve para a escola - embora pequeno já tratava a mãe pelo nome próprio - Yui fora uma má influência.
- Eu também preferia assim. Vá anda mais rápido Cinderela.
- Eu não sou a Cinderela! - reclama
- Então és amigo dos 7 anões ? - Yui adora gozar e desencorajar os irmãos.
- Não!

Não tarda estavam quase a chegar à creche.
Yui já avistava as janelas do ensino, com colagens de crianças e coelhinhos a 2D que corriam em relvados triangulares, onde habitavam flores de origem suspeita. Nesse mesmo mundo encantado de colagens havia um dragão grande e mau que lhes iria comer as cabeças! Mas isso ja fazia parte da imaginação de Yui.Foi então que se deu conta de algo, uma presença distinta e poderosa; Era tão intensa que Yui perguntou si mesma quando teriam chegado, porque só havia reparado nelas agora.
- Bonito, senhoras do Jeová - pensou Yui - não interessa, elas não se atrevem a aproximar, estou toda vestida de preto e a minha t-shirt tem uma caveira enorme e várias caras a desfazerem-se. Estou safa.
Confiante e sem nada a temer, segue em frente tal como um galo presunçoso exibindo a sua crista na capoeira. Mas as senhoras religiosas não pareciam sentir-se intimidadas, de facto mostravam-se serenas e amáveis com um sorriso do género " Eu sei onde vives". Isso não podia ser bom, Yui aproximava-se cada vez mais e não notava nenhum sinal de intimidação. Estava na hora do plano C.
- Yui, eu sou rápido como o Sonic! - afirmava Otani cheio de confiança.
- Ai és? ... Quer dizer, sim és! Queres fazer um corrida? - pergunta com 2º intenções.- Eu adoro corridas! - responde Otani com entusiasmo e de olhos a brilhar.
Lado a lado Otani e Yui correram. Ele tinha apenas 1 objectivo : ganhar à irmã mais velha, e mostrar quem era o mais rápido. Ela tinha apenas um objectivo: não ser abordada por estranhos e ser obrigada a perder 1 minuto da sua vida a ouvir coisas que no momento não lhe interessavam. Ainda por mais aceitar um panfleto que não iria ler, mas sim meter na caixa de correio do vizinho do lado. Os seus passos finalmente alcançaram a entrada da creche, a sua missão estava completa. Tudo o que tinha de fazer agora era arranjar uma maneira de voltar atrás no caminho sem perder 1 minuto da sua vida. As senhoras olhavam para ela amavelmente e sorriam do género " Ainda sei onde vives", Yui sabia que não iria ser façil, mas aceitou o desafio.Começou por afastar-se lentamente da creche de Otani e analisar o espaço que a rodeava. Percebeu então o que tinha de fazer, Yui precisava de um isco, um facto de distracção. Repara que na direcção oposta à sua, vinha uma senhora.Enquanto Yui subia a senhora descia.Espera que a mesma aproxime-se um pouco mais de si e começa então a andar rápido e só pára quando tem a certeza que está suficientemente longe do seu " inimigo", as senhoras do Jeová.
- Muah ah ah ! Sou a maior - celebrava mentalmente Yui - Tudo o que tive de fazer foi esperar que viesse alguém a descer, eu apresso-me a subir ao mesmo tempo e já está! As senhoras do Jeová não têm como abordar duas pessoas ao mesmo tempo. Devia publicar um livro sobre isto. Muah!
Estava felissísima por ter " ganho". Agora as pessoas não só olhavam de lado para Yui por causa da T-shirt com caveiras e caras a desfazer, mas também pelo seu sorriso largo de orelha a orelha. Ela era suspeita.

OS dias afogavam-se no mar, então as horas decidiram andar de bicicleta. Os minutos cansados de cair optaram por caminhar, os segundos perceberam que esforços extras eram desnecessários e apanhou o autocarro. O dia do concerto finalmente tinha chegado. Yui já se encontrava na casa de Maya, estavam no seu quarto.
- Olha lá quando é que mudas a placa da tua porta? - pergunta Yui a rir.
- Realmente tens razão. Tenho o quarto bué "Dark Side" e depois uma plaquinha na porta com uma bonequinha fofinha a dizer " Maya" - responde a gozar consigo mesma.
Riram-se as duas.
- Mudando de assunto. Que calças levo ? Vermelhas ou pretas? - pergunta Yui indecisa.
- As vermelhas! - responde sem hesitar.
- Oh... ma tipo , vai estar toda a gente de preto e eu com calças vermelhas a chamar a atenção .. - Yui é uma pessoa contraditória, pois embora não gostasse de ser o centro das atenções, o seu estilo punha-a no centro das atenções. Tudo tem um preço.
- Não intressa. Ser diferente é fixe!
- Haiii!1



No entanto a mãe de Maya alerta a ida para a mesa, o jantar estava pronto. Arroz de manteiga acompanhado de rissóis e blocos de beterraba era o prato principal, à excepção do comer de Maya que ao invés de rissóis era substituído por pastéis de soja. Maya era vegetariana. A comida estava boa, Yui não tinha razões de queixa, tirando de lado os cubos de beterraba nos quais não tocara desde o iníçio da refeição e que agora envolviam o arroz com o seu suco, tornando um branco puro num violeta suspeito. Tal como o veneno que se espalha pelo nosso corpo ou o sangue vermelho que se infiltra pela neve a dentro; o suco roxo corrompia o arroz.
Já era suficientemente desconfortável jantar com pessoas com o qual não estamos habituados, Yui não iria passar também por mal educada, tinha de causar boa impressão.
- Vês Maya, a Yui não gosta da beterraba, mas comeu-as todas - observa a mãe de Maya tentando convencer a filha a comer legumes.
Yui sentira-se um pouco envergonhada, afinal nunca fora boa a esconder o que sentia.

Eram 9 horas, Maya e Yui estavam de partida para o concerto.
- Mas qué isto, meu Deus! - diz Yui - O que é que aquele paneleiro de calças brancas está a fazer no palco? Aquilo não é metal !
- Ah é verdade, esqueci-me de te dizer que são 3 bandas. Pelos vistos a do metal é a ultima - avisa Maya.
- May... - Yui preparava-se para ofender Maya, quando o telemóvel toca. Era Shouji. - Yellow. Tipo... yellow é do género hello. Para de embirra... Não sei, vou perguntar-lhe. Maya ele quer saber se queremos passar por casa dele.
- Sim pode ser. Temos tempo até ao ultimo concerto.
As duas amigas seguiram então para o prédio de Shouji. Ao chegar Yui toca no 4ºA e em seguida obtem resposta do altifalante.
- Sim, quem é ? - pergunta Shouji do outro lado do altifalante.
- Somos terroristas - respondem em simultanêo.
- Não conheço nenhum terrorista.
- Abre masé isso Shouji! - refila Yui.
A porta de entrada do prédio abre-se automaticamente e elas entram. Abre-se a porta do elevador e é feito rumo ao 4º andar.
- Olha lá meu, tu não vens ou quê ? - pergunta Yui, já dentro da casa.
- Aquilo vai ser uma seca... e não sei se a minha mãe deixa... - diz shouji ao fechar a porta. Toda a gente sabia, mas ninguem dizia nada, Shouji era um menino da mamã. Ao contrário do que os outros pensavam, Yui apenas via um filho único que respeitava a única pessoa com quem vivia, a sua mãe.
Shouji dirigiu-as à sala. Lá encontraram Jun e Rui sentados no sofá. Depois de gozarem uns com os outros, foi esclarecido que ambos os rapazes haviam sido convidados por Shouji em cima da hora para assistir um filme. Decidem ver um suspanse psicológico, os esforços de Yui não tinham sido em vão, conseguira evitar o filme de terror. Resumindo o filme em poucas palavras, trata-se de um homem que recebe pelo aniversário um livro encarnado titulado de 23, pela sua esposa. Ao folhear o livro, começa a associar a sua vida, o seu passado e até mesmo pessoas reais ( incluíndo o próprio) com o conto; Tornando-se obcecado pelo número 23. Segundo o livro tudo decomposto resultava no número 23.
Yui deixa-se absorver pelo filme, esta assustada. Mas para cortar as asas à sua imaginação fértil, a meio do filme há um envolvimento escaldante não censurado entre o protagonista e a " outra". Passou de assustada para o seu modo de criticadora, todo aquele silicone nos seios descobertos da actriz estavam a fazer-lhe confusão, excepto a carga abdominal do protogonista. É durante essa análise abdominal que Jun decide tapar os olhos a Yui. Alegava que tal cena era para maiores de 16. Yui revolta-se e diz-lhe que ele deveria fechar os olhos também embora fosse 1 ano mais velho.
- Vá Yui, esta na hora de bazarmos - avisa Maya , olhando para o relógio - São 23.20.
- Fixe. Mekié, quem é que vem? - pergunta levantando-se.
- Nepes não vou, a minha mãe ja me mandou sms a perguntar quando é que voltava para casa - diz Jun.
- Eu também vou para casa... Voçês não viram lá uma rapariga baixinha, de cabelo castanho? - pergunta Rui.
- Não, não vimos a Rina Rui - responde Maya reviravoltando os olhos.
- Eu não ...
- Toma juízo! Esqueçe a tua ex - repreende Yui.

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Lagosta

Este poema, foi dedicado a um moço que pediu que eu fizess um poema sobre ele, basei.me então no seu nick , não vulgar xD Lagostas







Lagostas Lagostas, que nadas no mar
Se ouvires o pescador chamar não vás.
Pois é uma armadilha, uma cilada
Quer fazer de ti jantar, acompanhamento da salada.
Lagostas Lagostas que nadas no mar,
Se ouvires o pescador chamar não vás,
Nada para bem longe
Para o fundo do mar.

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Poema VI ~ Fui amladiçoda, Estou Apaixonada!



Raios! O que é isto ?
Não Acredito.
Fui amaldiçoada, estou apaixonada!


Logo eu que sou Anti
Anti-mundo, Anti - tudo
Logo eu que sou do contra!

O amor é para os idiotas,
Para os tapados e desleixados
Bem, eu não tapada nem desleixada
Limito-me a ser desinteresada

O amor é para os lamechas,
eu cá não sou dessas.
Não me meto nessas conversas!
Porquê, partilhar o meu "eu"
Com o "ele" dele, se tudo tem um fim ?
Ninguém me contou, eu assim o previ.

Por isso, tu .. Sim oh tu!
Que me arrombas-te o coração,
Que me afastas-te do pensar e da razão

Fizes-te o proibido, despertas-te em mim o AMOR
Essa aberração, vinda da ficção.

Cuidado! Que estou apaixonada
Atenção, que venho armada.
Presenteio-te com esta granada,
esta bomba chamada coração

Os segundos foram activados
Vai ser uma explosão!
Vou arrebatar-te com a minha paixão!


Poema V ~ Sera um acto de Amor ou um acto de Estupidez ?



Sera um acto de amor ou ser um acto de estupidez ?
Correr por esta chuva, apenas para ter ver
Atravessar a queda de lágrimas
de vários amores chorados
Sim, daqueles amores acabados.

As lágrimas cobriam o chão, cobriam tudo
Cada passo meu, era um passo molhado
Era difícil avançar sem me molhar
Sem sentir nos ombros o peso
dos amores chorados
Sim, aqueles amores acabados.

Era como se me quisessem reter, impedir
de com o incerto coincidir.
Mas o sentimento era mais forte que a razão
Avançava não pelo movimento dos meus pés,
mas pelo batimento acelerado do meu coração

Oh maré, inundação, cheia!
Estou a afogar-me no desespero do teu amor,
Estou a afogar-me por não te ver
mas principalmente por não saber nadar.

Já engoli muita agua; provei o amargo
de um coração partido
O salgado de uma desilusão
e o agri-doce de uma separação
Desses amores chorados
Sim, aqueles amores acabados

Não importa se me estou a afogar
Não importa se estou em perigo
Porque tu sabes nadar
E AGORA estou contigo

Apareceu o sol, fez-se luz no céu do azul derramado
Nasceu um arco-íris, sobre os amores chorados
Sim , aqueles amores acabados

Amote

sábado, 2 de outubro de 2010

Capítulo 4 - Apenas o meu final feliz ~ Tada de atashi no shiauwasen saigo

Capítulo 4 ~ Não podes estar sempre a fugir!


Aproximava-se o intervalo da hora do almoço e mesmo antes do toque já havia vários alunos no pátio. A turma do 11º de artes aguardava o toque.
- Yui vai ali à janela ver uma coisa – diz Maria.
- O quê? – resmunga Yui, aproximando-se da janela.
- Então gostas-te da surpresa? – pergunta Maria sorridente – Depois não digas que não sou tua amiga.
- Ah… pois – debruça-se sobre o parapeito – ele já nem olha para mim.
Dito isto Yui levanta-se e vira-se de costas para a janela. A surpresa era o rapaz mistério dos lábios carnudos.

Mais tarde nesse mesmo dia, já na aula de matemática a professora entregava a correcção dos testes.
- HÉÉÉÉ!1 – diz Yui espantada – Um 8, um freaking 8, nandja coré2!
- Yui olha o barulho! – alerta Maria – para a próxima fazes melhor.
- Urusé3 pessoa de 14 pontos! – diz num tom ameaçador.
- Eu já te disse para parares com os estudos na véspera do teste – aconselha Maria, pois não era a 1º vez.
Yui indignada vira a cabeça para o lado e repara em Rui que tinha acabado de receber o teste e regressava ao seu lugar.
- Rui, tiveste quanto?
- 5 Pontos – diz triste, acertando com o teste na cabeça.
- Vá, vá, não fiques assim! Também tive nega – tenta animar – Temos de sorrir e seguir em frente!
- HAI! – responde Rui mais animado. Yui plantara uma semente de esperança nele.
- Nada disso! – Maria revoltava-se interrompendo o momento – Voçês sempre dizem isso, mas vejam, sorrir e seguir em frente nunca vos levou a lado nenhum, a não ser ao fracasso!
Yui e rui não dizem nada, ficam apenas confusos a olhar para Maria.
- Maria não sejas tão dura com eles – diz Shouji, tocando no ombro esquerdo de Maria ( Shouji e Rui Sentavam-se na carteira seguinte).
- Não me toques Shouji – olha para trás robóticamente – Estes dois têm de estudar mais e sorri menos. Eu sou a Delegada de turma, eu sento-me ao lado deles. Porque é que eu tenho boas notas e eles não? Não achas que as pessoas vão começar a falar? Tudo isso conta, como é que achas que vai afectar a minha nota no relacionamento com os outros!
- Mas isso só vale 5%.
- São esses 5% que no futuro vão definir se eu mando nas pessoas ou se as pessoas manda em mim – diz Maria com um sorriso quase malicioso.
- Crazy … - diz Jun revira voltando os olhos.
Maria olha furtivamente em direcção à última carteira da fila.
- Jun, posso não ser tão boa como tu a inglês. Mas sei quando estou a ser ofendida – diz semi-cerrando os olhos.
Entretanto, aparece a D.Sora, trazia consigo comunicados. Por vezes anunciavam expulsões, castigos ou até avisos de concursos de poesia na biblioteca, mas hoje era algo novo.
- Bora lá malta! Quem é que quer participar comigo para associação de estudantes? – pergunta Shouji entusiasmado.
Já se encontravam fora da sala, agora no intervalo.
- Passo – diz Jun.
- Duplo passe – recusa também Rui.
- Maria? – pergunta jun esperançoso – por favor! Não és tu que queres mandar nas pessoas no futuro? Era uma óptima chance para treinares.
- Tentador… mas não . Já me chega ser delegada.
- Também não contes comigo Shouji, não me quero inscrever pela mesma razão do ano passado.
- Que seria? … - interrompe Jun.
- Soa muito trabalhoso.
- Isso não é surpresa nenhuma, vindo de ti.
Todos concordam com Jun, acenando com a cabeça.
- Mas olha, ouvir dizer que o Takumi quer entrar, tenta falar com ele – consola Maria.
- Sim , vou fazer isso – responde.



Poucas semanas depois na escola secundaria de Ouran, haviam panfletos e posters espalhados por tudo o que era canto. Postes, janelas, portas e até o próprio chão do ensino onde dormiam profundamente peganhentas pastilhas de sabor sortido, era preenchido. As listas a concorrer para o cargo eram 2 : as listas A e Z. A competição era feroz e intensa, tudo isto num contexto saudável e educacional.
- Omg! Aquele ali não é um membro da lista Z a arrancar os panfletos da lista A ?! – diz Yui surpresa.
- Pois é ! – ri-se Maya, ligeiramente incomodada.
- Bem a competição só lhes pode ter subido à cabeça!
- Também acho. Ontem estava eu muito contente a dirigir-me para a casa de banho, quando aparecem 2 membros da lista A e Z a tentar convencer-me do seu voto. Que por acaso eram giros – lembra-se Maya com um sorriso nos lábios – Os dois gajos a disputarem por mim, para aceitar os seus panfletos; Até que um deles diz "Vá boneca, não sejsa difícil, dou-te uma rebuçado" e depois o outra da lista A "Eu dou-te um pacote inteirinho de doces".
- Looool que gays! – ria-se Yui- e tu, que fizeste?
- Peguei nas duas ofertas e bazei. Deixei-os com as suas mentiras imprensas por escrito e bazei MUAH AH AH.
Riram-se as duas.
- Esta competição não só despertou o pior nos alunos, como também os uniu – observa Yui.
- Ai uniu?
- Ya tipo, se reparares, a lista Z é só os gajos populares da escola. Essa gente que gosta muito de formar grupinhos nos intervalos fora da escola; Fazem um círculo tipo os índios e criam fumo com os cigarros – critica num tom antipático. Tanto Yui como Maya, eram totalmente anti-tabaco.
- Lol ya, tens razão, vão dar uso à sua popularidade – concorda Maya – a lista A também tem membros populares, mas acho que está a levar isto mais asério.
- Sim també… Oh shit! Está ali o Shouji! Vamos voltar para trás, que ele ainda nos pede ajuda para colocar os panfletos.
Yui pega no braço de Maya e dão meia volta apressadas, mas ao virar no sentido contrário Yui vê que na sua direcção vinha o rapaz dos lábios carnudos e amigos. Invadida pelo sentimento da indecisão, estava encurralada; Por um lado não queria ajudar ninguém gratuitamente, mas muito menos ter de enfrentar o rapaz mistério. Passo a passo ele aproximava-se. Passo a passo diminuía-se a distância entre eles. A cada menos 1 centímetro de caminhada, mais nervosa ficava Yui.
- Yui! Mesmo a tempo, ajuda-me a distribuir isto diz Shouji dirigindo-se a ela.
- Ah! Sim… claro – o seu dilema tinha chegado ao fim. Iria trabalhar, mas o motivo era válido – que queres que …
- Fogo deixa de ser assim Yui! – Interrompe Shouji
- Mas eu já disse que sim!
- Ah pois foi… normalmente resiste mais.
- Yui tu não podes estar sempre a fugir dele sabes – diz Maya discretamente para Yui.
Yui ignora Maya e vira-lhe costas com a intenção de ir falar com Shouji.
- Ah sim, Shouji… a Maya também quer ajudar – ao dizer isto repara que o rapaz mistério em vez de seguir sempre em frente, desce pelas escadas e corta caminho. Ficou incrédula, pois tinha a certeza que ele vinha na sua direcção, nem sequer tinha reparado nas escadas. Olha para Maya e depois para Shouji, arrependendo-se da sua oferta de ajuda. Quando volta a olhar novamente para Maya, já ela estava no fundo do pátio.
- Não podes estar sempre a fugir! – grita maya do fundo.
Com Maya afastar-se cada vez mais, vê-se obrigada a ajudar Shouji.


Fuck it all, Fuck this life, fuck everything that you stand for, don’t relay, don’t exist, don’t give a shit, don’t ever judge me and don’t you fucking touch me3. Eram um quarto para a meia-noite e Yui estava a ouvir musica no computador, olhando para o tecto de boca aberta. Ela estava aborrecida. De repente ouve a porta do quarto abrir-se, era a sua mãe.
- Yui baixa o som, já viste que horas são? Já é tarde.
- Como é que consegues viver com esses barulhos? – Pergunta preocupada – Não admira que sejas uma desconcentrada.
- Shizuka, isso não tem nada a haver – desde pequena que chama os pais pelo nome próprio. Shizuka e o pai de Yui tentaram ensinar-lhe a chama-los de "mama" e "papa", mas a pequena Yui nunca cedeu. Talvez se tivessem usado doces a experiência teria corrido melhor.
- Não durmas tarde – diz, fechando a porta.
Aumenta ligeiramente o som da música e volta a olhar para o tecto, de boca fechada desta vez.
Repara depois que a luz cor de laranja do MSN piscava, alguém falava com ela. Era Maya.
- Yui, boas notícias! Concerto de Metal este fim-de-semana, mesmo ao lado da minha casa no jardim municipal!
- OMG! QUE FIXE!
- EU SEI! Jantas cá, vamos ao concerto e depois dormes cá! – Enquanto que todos os seus amigos moravam em Novua, Yui morava na localidade a seguir, Ouran, onde se situava a escola secundaria. Distância de meia hora a pé ou 5 minutos de autocarro.
- Ok, ok, vou falar com a minha mãe.
- Depois convida o pessoal.
- Hai!
Yui estava radiante, mal podia esperar. Iria ser o seu primeiro concerto de Metal, ainda por cima grátis. Sem hesitar abriu várias janelas de conversação e espalhou a grande notícia, até deu uma espreitadela ao calendário para contar os dias que faltavam até ao fim de semana. Foi aí que se apercebeu, do “ não sei o quê “ que vinha “ não sei de onde” que estava a incomoda-la à vários segundos. Algo estava errado, o facto de se realizar um concerto grátis a poucos dias daquela noite, soava demasiado bem. Demasiado bem que até se tornava suspeito. Seria mesmo grátis? Não teria Yui adormecido e sonhado um sonho tão real, que ao acordar lançou boatos na Net? Ela tinha de confirmar o suposto sucedido, fez duplo clique sobre o correio electrónico de Maya e começou a teclar.



1.HÉÉÉ ~ O QUÊÊÊÊ!
2.Nandja Coré ~ O que é isto!
3.Referênçia a uma musica dos Slipknot.



sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Capítulo 3 - Apenas o meu final feliz ~ Tada de atashi no shiauwasen saigo



Capítulo 3 ~ Troca de olhares



BIBIBI BII BII. Yui desliga o alarme, vira-se e olha para o tecto. Por vezes a 1ª coisa que fazia era pensar. Lembrar-se de um sonho, o que iria fazer a seguir, coisas do género. Hoje lembrou-se do rapaz da mala preta, dos lábios carnudos e do chapéu de motivo jamaicano.
- Que coincidência, chocarmos um contra o outro duas vezes seguidas – pensava já acordada - quer dizer … eu é que choquei contra ele.
Yui riu-se. Mas nada mudava o facto de chegar atrasada às aulas. No 9º ano, a senhora Shizuka, mãe de Yui, recebeu em casa uma carta onde constavam 56 faltas de atrasos, mas ainda dentro dos parâmetros legais e contando com a boa vontade dos professores, não foi o suficiente para chumba-la.

A 1ª a aula do dia era desenho. O trabalho designado era desenhar cabelos, dominar o traço linear, conseguir volume e textura através das variações de espessura da linha.
A cobaia de Yui era Maria.
- Raios … isto não está sair bem – Yui não se sentia confiante em relação ao trabalho que estava fazer.
Este ano tinham uma nova professora, o antigo professor do 10º ano fora transferido para uma escola básica onde leccionava educação visual, e o mais irónico é que o homem afirmava detestar dar aulas a crianças. Infantilidade e falta de empenho, tais coisas não era capaz de suportar, tratando Yui e a turma como alunos universitários. Dizia que 2 ou 3 alunos estavam com o nariz fora de agua, e o resto a afogar-se. Yui teve 10, afogou-se.
- Yui não estás a fazer nada … Vá fica quieta, vou desenhar-te – disse shouji.
Ela aceita. A sua auto-estima a desenho era quase nula, até já tinha pensado em mudar de curso, mas não o fez. Mudar de área, mudar de amigos, ela não conseguiu. Yui não queria ficar sozinha. Sozinha outra vez não.

- Que seca! Não se faz nada – lamuria Yui.
O toque de saída, já se tinha pronunciado, era a hora do intervalo. A turma de Yui, o 11º A de artes, encontrava-se abancada em frente à entrada do bloco do bar. Não havia lugares para sentar, então Yui encostou-se a uma coluna.
Havia muito barulho, movimentação. Pessoas a ir para cima, para baixo, a subir e descer escadas . Foi nesse ambiente ruidoso que Yui ouviu às seguintes palavras, "Quem? Aquela rapariga de calças vermelhas".
- Eu estou de calças vermelhas … - pensa semi virando-se para trás.
Foi então que Yui viu o rapaz dos lábios carnudos. Ele estava ali, a poucos metros dela, rodeado por rapazes. Estava a falar com Neji – um dos colegas de Yui que chumbou.
- Queres conhecê-la – pergunta Neiji.
Yui não conseguia ouvir a voz do rapaz dos lábios carnudos, mas ao espreitar conseguiu vê-lo a fazer gestos de hesitação e vergonha.
- És um fucking loser – afirmava Neiji.
Yui apressou-se a ir contar o que tinha acabado de ouvir a Maria.
- Ai é, queria conhecer-te? – pergunta Maria desconfiada – e desde quando é que o Neiji fala inglês lol, chumbou e tudo.
- Estou a falar a serio. Eu juro-te que ouvi – insistia Yui.
- Quer dizer … tu sempre tiveste imaginação fértil e és estranha ..
- Cala-te, estou a falar a sério! – interrompe - e Fuck é uma palavra universalmente conhecida – diz indignada.

A próxima aula era de Educação Física, então dirigiram-se para o Pavilhão Desportivo.
- Fogo! Não, não, não fiquei mal, apaga já isso! – reclamava Maria. Yui e Maria estavam sentadas sobre a calçada de pedra a tirar fotos. Criar recordações é bonito.
- Oh fixe … Agora sai eu de olhos fechados – lamentava Yui. Estavam a ter dificuldades em tirar fotos "bonitas".
De repente Yui olha para trás e repara que o rapaz dos lábios carnudos se aproximava. Estava a dar voltas com um colega.



Esta é a Maria.


- Maria, olha, olha era este o rapaz que te falei! – Diz entusiasmada, mas ao mesmo tempo discreta.
O rapaz aproximava-se cada vez mais. Yui tira o olhar envergonhada e olha para o chão.
O rapaz passa-lhes ao lado.
- É fofinho – diz Maria.
- Olhou para mim? – diz esperançosa.
- Sim estava a olhar bué … se calhar esta mesmo interessado.
Yui cora.

Os blocos da escola eram numerados de A a G. O 11º A de artes iria ter aulas no D.
- Larga-me! Larga-me! – dizia Yui.
- Não , não largo nada – responde Jun.
Yui estava a ser puxada pelas correntes que trazia no lado direito das calças. Jun puxava-a pelas escadas acima, e só pretendia larga-la quando chegassem à sala.
- Opá … Larga-me! – fingia choramingar.
- Para de fazer barulho. É para o teu bem!
- Como é que ser puxada pelas escadas acima, pode ser para o meu bem ?
- Sabes bem que se te largar, chegas atrasada – diz num tom responsável.
Não conseguindo libertar-se, olha para trás numa procura de ajuda. É então que avista D.Sora e começa a fazer-lhe olhinhos de cachorinho numa tentativa de auxílio.
- D.Sora mande-o parar – suplicava.
- Para de fazer barulho bandida! – responde indiferente.
Sora era a funcionaria do bloco D, mas Yui via mais do que uma funcionaria, via um contacto. Ela tinha uma teoria, se sorrisse sempre e fosse bem educada, mais tarde poderiam florir vantagens a seu favor. Na portaria ( entrada da escola ), no bloco D, no refeitório e no ASE eram onde Yui tinha contactos de maior afinidade.
Sem sucesso na resistência, desiste e deixa-se puxar escadaria acima, quando repara que estava alguém do lado de fora da bloco, parado a olhar.
- Estás a olhar para onde palhaço! Já tocou, estás atrasado … Tu é que devias ser puxado escadaria acima! – pensa revoltada.
O rapaz continuava ali parado a olhar. Não fazia sentido, Yui decide olhar com mais atenção e reconheço-o.
- What? Why? Porquê é que ele está a olhar para aqui? – pensa.
Num instante os seus olhares encontram-se. O rapaz que estava do lado de fora do bloco, sem se mover , era o rapaz dos lábios carnudos e fitava Yui sem hesitar. Ela fica nervosa, envergonhada, sem saber o que fazer. Bada BUM, bada BUM, o sei coração batia cada vez mais rápido.
- Jun, puxa-me mais depressa, vamos chegar atrasados! –Yui desvia o olhar, não conseguia manter aquele contacto visual por muito mais tempo.
Segundos depois quando volta a olhar para trás, ele já não estava lá . Forma-se um sorriso triste na sua cara , ma depois cai em si.
- HÉÉÉÉ!1 KOWOI2! – admirou-se com a rapidez com que desapareceu.

Meio feliz, meio triste Yui, deixa-se desaparecer na escadaria com Jun.

Hééé1 - O Queeeê!?

Kowoi 2 - Que medo !

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Little Stacy


Little Stacy is sick of this shitty world and of it shitty people. Little Stacy is tired of being different and everybody being the same. Little Stacy is tired of being misunderstood and of misunderstanding. She hates this world, She hates everybody, but specially she hates him.

Little Stacy just wants to fall asleep and survive another day of being alive.



sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Capitulo 2 - Apenas o meu final feliz ~ Tada de atashi no shiauwasen saigo

Capítulo 2 ~ Travessia do Rio Nilo


Completava-se quase uma semana de aulas.
Yui dava voltas na escola com a sua melhor amiga Maya. Tornaram-se amigas no básico quando Yui mudou de escola e transferiu-se para o 6ºE. Embora já não fossem da mesma turma, pois Yui escolheu Artes e Maya Ciências da Tecnologia, já lá vão7 anos de amizade.
Ambas combinaram trazer saia nesse dia. Maya vestia uma saia de padrão axadrezado vermelho, uma T-shirt preta e usava colans de renda preta, calçando All Stars, já Yui vestia uma t-shirt preta com a frase “ Metal inside”1 estampado; a saia era também axadrezada mas em tons cinzentos e rosa, usando colans de renda rosa choque sobre colans pretos, calçando ténis cinzentos de skater e claro, presos à saia estavam os suspensórios preferidos de Yui, aos quadrados rosa e preto. Eram Metaleiras/ Punk/ Rockeiras de alma, das poucas que existiam naquela escola.
- Então, tens colegas novos na turma? – pergunta Maya.
- Sim, havias de ver meu! Cambada de idosos – disse Yui revoltada – Acreditas que já é a 3º vez que estão a repetir matemática?
- Omg, que burros! – alegou Maya num sorriso trocista.
- Eu devia devolver-lhes as bengalas e obriga-los a sentar numa cadeira de rodas, presa por vários balões. Tipo no filme “ UP “, a casinha do velhinho. And make them fly away2! … Bwuahahah – termina o seu plano diabólico, com um riso maquiavélico.
Maya ri-se.
- E depois fazias tiro ao alvo aos balões – Maya completava o plano diabólico – Eles despenhavam e dava-se uma grande explosão de fogo de artifícios!
Riram-se as duas.
- Eles partiram-me o coração, acabaram num fracção de segundo com as minhas ilusões criadas no verão … Sabes, há coisas que não se fazem … - Yui fingia representar, dando um dramatismo desnecessário à sua frase.
Riram-se outra vez.
A conversa desenvolveu. Falaram de como a escola tinha sido dominada por uma onde de crianças com cabelo à surfista, de como as meninas ainda agora saídas do 9º ano andavam de saltos – o que haveria sido feito dos ténis? - e o pior de tudo, de como gradualmente, aluno, a aluno estas “ crianças do nono ano”, como dizia Yui, não conseguiam resistir à pressão feita, pela sociedade, manterem-se fiéis a princípios , valores e não fumar.




No dia seguinte, na aula de português após o toque para o intervalo, Yui apressa-se a sair da sala para que consiga chegar rapidamente ao bar da escola, e não apanhar fila. No mesmo bloco que o bar situavam-se: a papelaria, o refeitório e o ASE. Chegando ao bloco, logo á entrada Yui depara-se com um grande dilema, ir pelo caminho mais comprido ou ir pelo caminho mais curto? Optar pelo caminho mais curto seria a opção mais óbvia a tomar, mas havia um pequeno problema. A distância entre a entrada do bloco e a entrada do bar era curta e no meio desse mesmo pequeno espaço, estava pousado uma grande e larga – cujos bonecos em campo estavam enferrujados – mesa de matraquilhos.
- What the fuck?! - disse Yui abrindo os olhos – isto não estava cá no ano passado!
- Pois não, trouxeram este ano – diz um conhecido de Yui.
Cumprimentam-se, e o conhecido continua a sua vida.
- What?! A escola está a tentar ocupar espaço ou impressionar as crianças do 10º ano – pensa Yui revoltada – quando eu estava no 10º não havia nada grande que fizesses barulho. Porque é que a escola não nos impressiona a nós ?!
O sentimento de injustiça fervilhava em Yui. “ As crianças do 9º ano” amontoavam-se em volta da mesa de matraquilhos – o que dificultava a passagem para o bar, visto o espaço já ser pequeno - Uns assistiam, outros jogavam. De olhos a brilhar e emoções à flor da pele, ali estavam eles, cada vez que era feita marcado um golo faziam barulho, sem marcação faziam barulhos. Eles eram barulhentos.
- Parem de chegar e ocupar espaço, suas crianças não obesas! – pensa, pondo a mão na cabeça frustrada.
Os segundos voavam, mas havia uma solução, escolher o caminho mais comprido. Yui apenas teria de passar pela papelaria, pelo refeitório, pelo ASE e chegando ao bar teria de andar mais uns passos para chegar à fila. Era simples e não estava preenchida por alunos, havia espaço suficiente para uma circulação saudável e não atribulada.
- Ok, whatever, eu vou por aqui – Yui começa a mover-se – com licença! Dá um jeitinho! Deixa passar.
Foi pelo caminho mais curto. Porque haveria ela de ir pelo caminho mais comprido, se num outro percurso o bar estava a passos de distância. Yui era alta, media 1.75 e na sua mente acreditava fortemente que intimidava as pessoas – os mais baixos e as crianças. Tinha também um truque na manga, uma técnica ao qual intitulava como “ O Matrix”. Desenvolveu-o à muito tempo, meados de 7º, 8º ano. Um belo dia, Yui acompanhada por Maya passeava pela escola, e é então que repara num rapaz que vinha correr na direcção dela. Foi como se conseguisse ler através daquela pessoa, ele não iria parar. Havia duas hipóteses: sair do caminho e deixa-lo continuar ou então, sim, ou então desviar-se! Afinal porque é que teria de ser ela a sair da frente? O rapaz poderia muito bem abrandar, ou ainda mudar de faixa. Mas ele não o fez.
O sentimento de injustiça fervilhava em Yui. Então sem arrependimentos, apenas boas memórias, Yui desviou-se. A meros milímetros de chocar com o rapaz, cair, bater com a cabeça no chão e ter um traumatismo craniano, Yui desviou-se. Num rápido movimento giratório, Yui desviou-se.
Olha para Maya com um sorriso rasgado e inocente, com um olhar vitorioso de quem correu a maratona contra o mundo e venceu. Maya devolve-lhe o sorriso e …
- AAAAAAAAAAAAAAAAAUU! – grita Yui – porque é que me deste esse carolo ??
- Baaaaka! – responde Maya, elevando a sobrancelha.
Yui nessa altura ainda não sabia, pois era jovem e inocente, mas sofria de SCMA: Síndrome do Contra e Minimal art. Resumia-se nos seguintes comportamentos, ser do contra e fazer o mínimo possível na vida.

Para a esquerda, para direita, rodopio, braço para cima, Yui avança com confiança por entre a multidão e chega finalmente ao bar. A fila era enorme, de maneira alguma conseguiria comprar, comer e chegar a tempo às aulas.
- Não faz mal … Não me arrependo de nada – desabafa consigo mesma, olhando para o chão e cerrando os punhos. Acto digno de um herói, admitir a sua derrota e ter bom desportivismo.
Regressa para a entrada do bar. Para e encara a multidão de frente uma ultima vez. Dá um passo.
- Esta gente é como o rio Nilo, longa e sem fim – pensa – atravessei-o uma vez e vou FAZÊ-LO DE NOVO!
Coragem, empenho e determinação comprimidos numa só alma.
A travessia estava a correr bem até que …
- Desculpa, desculpa – olha para cima. Chocou contra um rapaz.
O rapaz era alto. Não fez caso ao encontrão, olhou para Yui e continuou a ir na direcção do bar. Estava acompanhado por uma rapariga. Apenas 3 coisas despertaram a sua atenção no rapaz. A sua mala de lado preta, com figuras do género Lego verdes da marca Gola – visto ser alto, observou-o de baixo para cima; os seus grandes lábios carnudos e o seu chapéu preto com 3 barras na horizontal, das cores: verde, vermelho e amarelo. Estava associado à Jamaica. Vestia-o ao contrário.
Yui não olhou duas vezes, não parou, não olhou para trás e independentemente dos seus esforços chegou atrasada à sala.
No dia seguinte, no mesmo intervalo, com a mesma intenção, a mesma intensidade demográfica amontoava-se em volta da mesa de matraquilhos. Yui abrange então o matrix sobre a população, chega ao bar e tem a mesma decepção do dia anterior. Atravessa o “ rio Nilo” com o mesmo heroísmo e choca de novo contra o mesmo rapaz. Desta vez sozinho.
Yui reconheceu-o por causa da mala de motivos verdes e pelos lábios carnudos, hoje não usava chapéu. Desta vez os seus olhares cruzam. Desta vez mutuamente fixam os seus rostos. Mais uma vez a aventureira Yui lamenta o incidente e ele apenas faz uma cara amigável, de como quem não se importou. Cada um seguiu o seu caminho, e desta vez Yui olhou para trás.
- Damn! Nice ass! – pensou.
Quando Yui virou costas, o rapaz também se virou para trás, para mira-la.



Metal inside1 ~ Metal no interior
And make them fly away2 ~ E fazê-los voar para longe






quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Apenas o meu final feliz ~ Tada de atashi no shiauwasen saigo

Capítulo 1 ~ Acorda Yui!
AVISO~ Esta historia tem influênçia dos desenhos animados nipónicos. Otakus, os fans de anime deverão perceber u.u . Qualquer dúvida é só perguntar ^w^




As férias de verão tinham chegado ao seu fim. Yui Koizumi, uma rapariga adolescente de 16 anos, preparava-se para um novo ano lectivo. O tão aguardado dia era amanhã, como tal enfiava na mochila, livros, cadernos, o estojo, chaves de casa. Tudo o necessário para o dia de amanha, pois não fosse ela atrasar-se logo no primeiro dia de aulas.
- Bah, já arrumei a mala - disse yui entediada, dirigindo-se para a cama.
- MOOOooOOo … Espero que os novos colegas sejam bons, hé hé! – diz esperançosa e com uma cara perversa – Este ano com certeza, vou arranjar um namorado! – fecha as mãos num acto de confiança e o empenho é tanto que os seus olhos começam a brilhar.
Yui começa a rebolar de um lado para o outro na cama, a imaginar os quão bons seriam os seus novos colegas.
- Kyyyaaaaaa!! - fantasiava envergonhada.
Eventualmente acabou por adormecer. Descoberta e de boca aberta, a babar, dormia que nem um anjo, tendo sonhos merecedores de censura.

Bii bii bii bi. Era o alarme do telemóvel que marcava 7 horas, que marcava o início das aulas.
Yui arrasta o telemóvel que estava debaixo da almofada, e desliga o alarme.
- 7 Horas já ? – reclama – Só mais 5 minutos … - murmurou enquanto adormecia.
Para a jovem estudante eram 5 longos minutos, quando na verdade já se tinham passado rapidamente 30 minutos. Yui acordada sobressaltada.
- Yabai 1! Tenho de ir para a escola!
Salta da cama, dirige-se à casa de banho, volta para o quarto onde fica 10 minutos em frente ao roupeiro, indecisa sobre o que vestir. Arranja o cabelo, pega em alguns acessórios, agarra na mala e finalmente sai de casa.





Yui corre e corre, tudo o que ela queria era chegar a horas.
- Para de andar rápido Yui! – grita Rui, que também estava atrasado. Eram colegas da mesma turma.
-Cala a boca Sonic, também estás atrasado! – refuta Yui.
Após este comprimento matinal, ambos apressaram-se a entrar na escola, reunindo-se com os seus colegas.
- Uau, pela primeira vez Yui chegou a tempo! – diz Shouji.
- Claro, como sempre! - responde.
- Aham … só não estás atrasada porque a Stora ainda não chegou – gozou shouji.
- Urusé 2! Eu já disse, que não sou eu que me atraso, mas sim as aulas que começam demasiado cedo! – constata de braços cruzados, fazendo um gesto como quem Ada um jeito aos óculos, puxando-os para cima.
- Não faças movimentos estranhos, tu não tens óculos!! – repreendeu shouji.
- HOHOHOHO! - Yui ria num tom de gabamento. Era Otaku assumida, começou por ver Naruto e desde então nunca mais parou.
- Sasugé Yui-chan dessu 3! – exclamou alegremente Rui. Ele também era fã de anime. Descobriram este facto interessante durante uma entediante aula de matemática.
- HOHOHOHO! – riu novamente.
- Shouji, não sejas tão duro com ela, comigo acontece exactamente o mesmo que acontece com a Yui antes de vir para a escola – diz Jun.
- O que é que te acontece? – pergunta Shouji.
- Pois … O que é que te acontece … ? – repete Yui desconfiada, preparando-se para ser gozada.
- Então, meia hora para vestir o casaco, mais meia hora para calçar o sapato … - goza Jun.
- AH AH AH AH AH … Que piada … - interrompe Yui não surpresa.
O grupo desata a rir, mas Yui tinha outros planos. Dirigiu-se então para o lado das raparigas.
- O-HA-YO 4 MA-RI-A!
- Bom dia, bom dia … estás muito contente – admira Maria.
- Então … não te via à muito tempo!
- Pois, pois … Essa graxa toda é para o quê?
- Não é graxa, são sentimentos inocentes – diz Yui fazendo uma pose angelical e de olhos a brilhar.
Maria não respondeu, limitou-se a franzir a sobrancelha e esperar que as verdadeiras intenções de Yui se revelassem.
- Então … Maria … onde estão os novos colegas? – diz esboçando um grande sorriso.
- Quem? Aqueles dois rapazes ali ao pé do Shouji?
- HÉÉÉÉÉ! AQUELES DOIS!? – se fosse possível o queixo ter-lhe ía caído aos pés, de tanta desilusão, como não é, Yui apensa fez uma careta muito feia.
- Sim, estiveram o tempo todo ali enquanto eras gozada pelos rapazes. Não reparas-te?
- Eles não eram giros, nem altos e não vi nenhuma definição de abdominais. Porque haveria de reparar neles … - encolhe os ombros, sem noção da insolência em suas palavras.
- Coitadinho, não são assim tão maus, o do lado esquerdo tem os olhos azuis bonitos – diz Maria numa tentativa de defesa.
- Sim, claro … Olhos azuis … sabes que mais , os olhos não formam homens bons, deixa de ser superficial – Yui impõem-se.
- Ganda lata! Eu é que sou superficial han ?! - diz Maria indignada.
Esta conversa chega ao fim com o aparecimento tardio da professora de matemática.
À excepção de alguns alunos que haviam reprovado, a turma continuava a mesma. Os mesmos grupos sentavam-se do mesmo lado da sala, nas mesmas carteiras, com os mesmos colegas de mesa. Yui e Maria Sentavam-se na primeira carteira da primeira fila a contar da direita, seguidas de Shouji e Rui, na última carteira então sozinho, sentava-se Jun. Nada tinha mudado.



Yabai 1 ~ dependende dos sinónimos. No caso é Raios
Urusé 2 ~ Cala-te
Sasugé Yui-chan dessu 3 ~ Como esperado da Yui-chan
O-HA-YO 4 ~ BOM-DI-A



segunda-feira, 6 de setembro de 2010

As Minha Mãos Cheiram a Queimado

Eu Queimei e rasguei coisas. Eu estou e senti-me zangada por isso escrevi.









As minhas mãos cheiram a queimado. Desfiz-me agora das tuas memórias. Sem hesitar, peguei no fósforo, criei uma chama e fiz arder, fiz desaparecer aquela lista de mentiras. As chamas rapidamente consumiam o papel. Roíam e corrompiam cada pedaço. Tudo ficou cinzento, cinzento como o pequeno espaço rosa que havia no meu coração por ti. Agora mudei, agora amadureci, percebi que o amor apenas serve para nos traumatizar, para nos alertar; para nunca nos deixar adormecer num mundo de fantasia, para que entendamos que não podemos confiar o nosso ser em outro alguém.

As minhas mães cheiram a metal. Rasguei e despedacei agora as tuas memórias. Sem hesitar, peguei no coração de prata e fraccionei o que era suposto ser o símbolo do teu amor. Bocado a bocado, aquele coração foi despedaçado. Comecei por separa-lo ao meio e terminei com ele aos pedaços no fundo do caixote do lixo, mesmo ao lado dos restos do jantar. Sim é isso que os pedaços de prata agora são, e o que sempre foram. Lixo.

Ter um coração partido, não é assim tão mau. É apenas mau. Não percebi porque é que as pessoas, não enfrentam a dor. Porque é que continuam a fugir do inevitável. Bem eu não vou fugir, eu vou marcar a diferença. Vou enfrentar este “ dilema do coração partido”, vou aceitar que estou a sofrer, vou aceitar que vai passar e sei que não é a pior coisa do mundo. Aceite, aceite, aceite.
O que me deixa um sorriso, no lado mais escuro do meu coração, é o facto de saber que mais tarde ou mais cedo ele irá sofrer. Alguém vai despedaçar. Lhe o coração e eu vou sorrir. Nesse dia vai ser feita justiça. Se chover e fazer arco – íris melhor ainda. É isso mesmo, sem medos, sem vergonhas, admito que não sou boa pessoa. Admito que quero a dor dele para a minha felicidade. Admito que já pensei nele a cair e eu a passar ao lado, ao virar costas sorrir. Sabem que mais, estou no meu direito, no meu modo de rapariga angustiada, de rapariga rancorosa e no meu modo de rapariga de coração partido. Não me arrependo de nenhuma palavra, de nenhum pensamento malévolo e de nenhum desejo incorrecto.

Quando a minha raiva passar, quando o modo de rancor passar, ele sabe que pode contar comigo, ele sabe que pode rir comigo. Ele sabe que o vou chular. Mas até esse dia chegar, até ao dia em que for uma pessoa livre de maldade . . . (perdi a inspiração)





GIRL POWER \m/

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Poema IV ~ Tears

Estava eu em Porto Covo a cozinhar esparguete, era a hora do jantar e o acompanhamento vegetariano da Marisa, já estava feito. Num Parque de Campismo a cozinha é uma mini tenda. O Vapor que se escapava da panela, subia até á minha face, embaçava-me os óculos, e de forma inconsciente foi a minha inspiração para este poema, pois complementava a minha tristeza. Lágrimas começaram a deslizar pela meu rosto, deixando para trás um rasto que embora se dissipasse em minutos, ficou marcado para sempre na minha mente, no meu coração, quem sabe atingido mesmo o fundo da minha alma. Fiquei imóvel a olhar para o nada, deixando me levar pelo arco-íris negro do meu ser. Quando o vento soprou e passou por mim, senti o frio dos rasto; Acordei então .. Eu sei que as lágrimas não ferem, mas magoam. Sentei-me na mesa e pus-me a escrever, a escrever o que sentia, alimentando-me das lágrimas, que não quis deixar cair. Ouvi passos, Marisa estava a sair do quarto. Enxuguei as minhas lágrimas e mentalizei-me que tinha de ficar feliz, agir o menos triste possível.








I taste my tears, they are salty. I guess salty is the flavor of loser. One day, when I’m a better person, maybe they’ll taste like meat or maybe they’ll just be flavorless. From that day on I know I’ve changed, just like the flavor of my tear … I’m Different.
I just wonder if my tears will condense and become someone else’s hope.












Epah desculpem.me os erros orograficos bah xDD Watever u.u'